Comumente usa-se o pronome de caso reto “nós” para expressar a locução- restrinjo-me aqui somente nas ocasiões em que factualmente cabe o uso da primeira pessoa do singular e no entanto seu uso não é efetivado por questões que imperam na potência da estrutura das relações impostas por uma convenção oficial- da primeira pessoa do singular: eu. Isso causa uma espécie de virtualização da pessoa gramatical, muitas vezes construindo um ectoplasma social, ao invés da unidade simples do eu- não estou aqui levando em conta os inumeráveis discursos que atravessam e antecedem o sujeito como já bem afirmou Foucault- já que o “nós” causa a sensação de pertencimento a uma classe- considere as diferentes classes gramaticais como um reflexo das inúmeras classes sociais. É sabido que a gramática tende a ser, predominantemente, usada por sujeitos privilegiados e desempenha a função de manter o status quo social, logo, quando utiliza-se o pronome de caso reto “nós” ao invés do “eu” causa a impressão de que o eu (sujeito social/pessoa gramatical) e o nós (classe social/sujeito gramatical) são o mesmo, enquanto na realidade a marca limítrofe está bem definida- no qual o “eu” só faz parte do “nós” enquanto personalidade esquizoide.
DeCastro


Olá!
ResponderExcluirBem legal o seu texto, mas confesso que não o entendi muito bem a mensagem que ele quer transmitir. É uma aula de português ou uma mensagem subliminar?
resenhaeoutrascoisas.blogspot.com
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ExcluirEntão, o texto discute o uso do "nós" aonde caberia o pronome de caso reto "eu" como uma forma de massificação das pessoas. Acho que agora ficou mais claro auhsuas
ExcluirGostei do texto, apesar da complexidade. Confesso que tive que ler umas duas vezes pra entender. Mas não me leve a mal, isso é bom. Prefiro um texto mais complexo, que me obrigue e parar e realmente prestar atenção do que algo mastigado, que nem fazer diferença no meu dia!
ResponderExcluirParabéns!
www.ooutroladodaraposa.com.br
Acredite, ficaria péssimo se dissesse o contrário. Eu mesmo tive que ler algumas vezes para poder ter a certeza do que queria dizer; e talvez nem tenha alcançado o propósito.
ExcluirMuito obrigado pelas palavras de carinho e continue nos acompanhando: eu e o blog.