sábado, 5 de setembro de 2020

Tão feliz

Ontem ela ficou tão feliz! Nem a chuva, nem o céu fechado, nem aquela lembrança desagradável, nada parecia ter o poder de desajustar o volume da felicidade dela. Ela plantou algumas flores, molhou outras, regou até mesmo uma árvore, já grande (e o tempo estava chuvoso). Ela estava feliz! Você deve concordar comigo que é raro ter um dia assim, completamente feliz, não é mesmo? Olha, pelo menos essa costuma ser a realidade dela. Mas ontem... Ah! Ontem as coisas estavam caminhando tão bem! Nada, nada mesmo poderia desfazer aquele sorriso. 

Perto da noitinha, começou a trovejar. E não foi só no céu.

Ser feliz é mais difícil do que parece.

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

MESTRE EM FINGIR

Acho que se tornou uma profissão. Eu ando tão cansada, desanimada e frustrada com as coisas ao meu redor. Mas se tornou um hábito fingir que está tudo bem, fingir naturalidade, empolgação. Se você me viu sorrindo e brincando ontem, pode ter sido real, mas também pode ter sido fingimento. 

sábado, 15 de agosto de 2020

Qual é o sentido da vida?

Sem preocupações com correções para deixar o texto dentro da norma-padrão. Com licença. Se eu falasse palavrão, diria um agora, daqueles que traduzem o quanto a gente não está se importando com as regras gramaticais. Mas, enfim, vamos lá! Sinto muito se eu não for clara o suficiente, se eu me contradizer ou, até mesmo, se eu não fizer sentido. Meu único objetivo com esse texto é terminar todos os parágrafos com uma pergunta, ok?

Qual é o sentido da vida?

Eu não sei. Quer dizer, talvez eu tenha uma ideia sobre qual seja. Mas como definir se estou certa ou errada se eu mudo de ideia o tempo todo? 

Algumas pessoas vivem por viver. Nascer, passar pela melhor fase da vida, que é a infância, simplesmente pelo fato de sermos - em maioria - ignorantes em relação ao mundo. Depois disso, atravessar a aflita adolescência, concluir - ou não - os estudos, arrumar um emprego e trabalhar. Trabalhar, trabalhar, trabalhar. Trabalhar para realizar seus pequenos desejos diários e também suas necessidades. Esperar a vida passar e a velhice chegar. Sem grandes surpresas, sem grandes expectativas para o futuro. Algumas vezes, eu invejo aqueles que passam por esse processo; outras vezes, sinto meu estômago revirar só de pensar em viver assim. Difícil. Mas é isso: algumas pessoas aceitam certos destinos e os seguem, satisfeitas. Quem sou eu para julgar?

Outras pessoas traçam metas. Querem ir além, se destacar em algum meio - por influência de outros ou por realmente sentirem que é preciso mais. Algumas pessoas querem fazer algo extraordinário e melhorar (ou piorar) o mundo de alguma forma. Acho que eu me encaixaria nessa categoria. Sinto que preciso, a todo instante, fazer algo por alguém. Talvez isso faça de mim uma pessoa melhor. E eu começaria a apostar que o sentido da vida (para mim), está por aqui. Viver para ser alguém melhor. Não. Não quero dizer que quero ser melhor que outras pessoas, quero ser melhor PARA outras pessoas. Quero fazê-las bem. Quero arrancar sorrisos. Quero dividir o meu conhecimento. Quero também, não posso ser hipócrita, um pouquinho de reconhecimento. Mas, às vezes, isso se torna difícil, sabia?

Então eu arriscaria dizer que o sentido da vida, para mim, é misturar os dois últimos parágrafos e ver no que dá. Deixar o tempo passar. Cada vez que a gente se sente vivo, por alegria ou tristeza, a vida se faz presente, não é? Mas tudo se resumiria em: ser alguém. Deixar marcas positivas. Afinal, vivemos para morrer. O processo entre esses dois fenômenos é importante. O processo. Vivemos para passar pelo processo, ser grato a ele e fazer tudo aquilo que estiver ao nosso alcance para vivê-lo da melhor forma possível (e isso rende uma boa conversa), pois sabemos que um dia, a qualquer momento, a vida deixa de existir. Estou errada?

Não são banalidades: ser alguém melhor para o mundo, aproveitar cada instante, cada coisa boa que a magia da vida nos oferece e agradecer pela oportunidade. É isso. A vida, para mim, é isso. Eu acho que daqui a alguns anos, meses ou dias, eu posso enxergar as coisas de forma diferente, afinal, "tudo é vário, temporário, efêmero. Nunca somos, sempre estamos". E hoje, eu estou afirmando que o sentido da vida é esse. Amanhã eu já não sei mais. Bom, talvez, quem sabe, eu saiba. Será que saberei?

Qual é o sentido da vida para você?

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Sobre sensações ruins

Decidi voltar a escrever. Pois é. Talvez não dure muito, já adianto. Eu sou uma pessoa ocupada. Nossa! Até parece que eu sou aquelas pessoas super importantes e cheias de compromissos. Que nada! Eu passo a maior parte do dia em casa. Saio para trabalhar de manhã, volto ao meio dia e fico sozinha (sem companhia humana) por muitas horas. Eu estou me habituando a ficar sozinha, mas cada vez mais sinto uma carência crescendo em mim. Hum? Você achou incoerente? Tudo bem. A vida não é um poço de sentido, não é mesmo?

Pois bem... Hoje eu chorei um pouquinho. É... Só um pouquinho. Estou sentindo vergonha nesse momento. Ah! Você sabe... Vergonha de uma porção de coisas SIMPLES: tentar segurar o choro em público, errar um nome, não conseguir dizer uma única palavra (porque se eu falar um "ai", as lágrimas vão cair). Mas eu também ando sentindo vergonha porque parece que eu não sei. Sim, eu não sei. Eu até sei que eu sei, mas parece que eu não sei. Socorro! Isso aqui tá virando um poço de INCOERÊNCIA. Nem parece que eu vou explicar o que é coerência textual amanhã. A vida tem disso. Voltando: ando sentindo vergonha de não conseguir expressar tudo aquilo que eu sei, porque às vezes alguns olhares me bloqueiam. Sabe, eu estou lá na sala de aula falando sobre uma coisa que eu estudei pra caramba, mas um olharzinho torto me faz esquecer até o meu nome. Que droga! Queria ser menos ansiosa. Bom, talvez as coisas não sejam tão SIMPLES assim.

Olha, eu tô quase finalizando esse texto, sério. Espero que você tenha entendido alguma coisa. Eu tô triste... E quando a gente está triste, a gente fica um pouco maluco, não fala coisa com coisa. Eu tô generalizando? Tá bom... Talvez esteja. Mas eu tenho direito! EU TÔ TRISTE. Ok. Voltando: eu só queria uma demonstração de valorização. Da vida. E quando eu digo "da vida", é claro que eu tô falando das pessoas. Mas aí eu acho que eu tô sendo ingrata, exagerada, esquisita. MAS EU PRECISO DISSO. Eu tô o tempo todo demonstrando o meu afeto. Eu queria que as pessoas também demonstrassem. Não precisa de nada exagerado (não posso exigir nada de ninguém, cada pessoa é um universo), mas sabe... às vezes uma palavrinha de nada, um sorrisinho de nada, um abracinho de nada vira... vira TUDO.

Tá aí. Escrevi. Finalizei. Nem parece que eu sou professora de português, esse texto tá maluco e a linguagem não é das melhores. Mas eu sou um ser humano. Eu tenho o direito de errar. Tô indo, até breve (ou não).


sábado, 18 de janeiro de 2020

Acompanhe as novidades no instagram

Meus queridos, depois de muito tempo me dedicando ao blog, decidi fazer uma pausa por aqui e continuar meu trabalho no instagram @ohistoriar. Lá, vocês terão acesso a todos os novos conteúdos. Obrigada pelo carinho de sempre!