quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O que der na telha - com DeCastro #15


Comumente usa-se o pronome de caso reto “nós” para expressar a locução- restrinjo-me aqui somente nas ocasiões em que factualmente cabe o uso da primeira pessoa do singular e no entanto seu uso não é efetivado por questões que imperam na potência da estrutura das relações impostas por uma convenção oficial- da primeira pessoa do singular: eu. Isso causa uma espécie de virtualização da pessoa gramatical, muitas vezes construindo um ectoplasma social, ao invés da unidade simples do eu- não estou aqui levando em conta os inumeráveis discursos que atravessam e antecedem o sujeito como já bem afirmou Foucault- já que o “nós” causa a sensação de pertencimento a uma classe- considere as diferentes classes gramaticais como um reflexo das inúmeras classes sociais. É sabido que a gramática tende a ser, predominantemente, usada por sujeitos privilegiados e desempenha a função de manter o status quo social, logo, quando utiliza-se o pronome de caso reto “nós” ao invés do “eu” causa a impressão de que o eu (sujeito social/pessoa gramatical) e o nós (classe social/sujeito gramatical) são o mesmo, enquanto na realidade a marca limítrofe está bem definida- no qual o “eu” só faz parte do “nós” enquanto personalidade esquizoide.

DeCastro

6 comentários:

  1. Olá!

    Bem legal o seu texto, mas confesso que não o entendi muito bem a mensagem que ele quer transmitir. É uma aula de português ou uma mensagem subliminar?

    resenhaeoutrascoisas.blogspot.com

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    3. Então, o texto discute o uso do "nós" aonde caberia o pronome de caso reto "eu" como uma forma de massificação das pessoas. Acho que agora ficou mais claro auhsuas

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  2. Gostei do texto, apesar da complexidade. Confesso que tive que ler umas duas vezes pra entender. Mas não me leve a mal, isso é bom. Prefiro um texto mais complexo, que me obrigue e parar e realmente prestar atenção do que algo mastigado, que nem fazer diferença no meu dia!
    Parabéns!

    www.ooutroladodaraposa.com.br

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    1. Acredite, ficaria péssimo se dissesse o contrário. Eu mesmo tive que ler algumas vezes para poder ter a certeza do que queria dizer; e talvez nem tenha alcançado o propósito.
      Muito obrigado pelas palavras de carinho e continue nos acompanhando: eu e o blog.

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