"Excelente sugestão para quem gosta de histórias e terror e sobrenatural. 31 Contos Assombrados te faz encarar o lado mais obscuro que existe na humanidade, o mais sombrio do mundo sobrenatural e o mais inconsciente de nossa própria consciência. Fez-me refletir sobre a linha tênue que existe entre a loucura e a sanidade, o real e o imaginário." (Luh Celestty autora de "Sombras do Passado").
"Uma excelente reunião de contos aterrorizantes cheios de suspense e com algumas reflexões sobre o que mais amedronta cada um de nós. Temas do cotidiano com pitadas de assombração. Monstros, zumbis e vampiros trazem vários sustos durante a leitura. Nessa antologias você fica de frente com os mais diversos medos e mesmo assim, vai desejar que tenham mais de 31 textos." (Daniela Garcia Bezerra, jornalista e autora do blog Bio-Livros).
"Cativante, é impossível parar de ler. Incrivelmente assustador." (Camila Borges autora da saga "Andrômeda Nebulosa").
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
Resenha: 31 Contos Assombrados - Organização de Dêner B. Lopes
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Conto: Ideias de canário - Machado de Assis
Olá pessoal! Tudo bem com vocês?
Na resenha do livro de contos do Machado de Assis, eu falei sobre um conto que se tornou um dos meus preferidos, é ele "Ideias de canário". Pois bem, como prometido, eu trouxe o conto para vocês conhecerem. Espero que gostem tanto quanto eu! Ainda volto com uma análise sobre ele. Confiram:
Ideias de canário
Um homem dado a estudos de ornitologia, por nome Macedo, referiu a alguns amigos um caso tão extraordinário que ninguém lhe deu crédito. Alguns chegam a supor que Macedo virou o juízo. Eis aqui o resumo da narração.
No princípio do mês passado, - disse ele, - indo por uma rua, sucedeu que um tílburi à disparada, quase me atirou ao chão. Escapei saltando para dentro de urna loja de belchior. Nem o estrépito do cavalo e do veículo, nem a minha entrada fez levantar o dono do negócio, que cochilava ao fundo, sentado numa cadeira de abrir. Era um frangalho de homem, barba cor de palha suja, a cabeça enfiada em um gorro esfarrapado, que provavelmente não achara comprador. Não se adivinhava nele nenhuma história, como podiam ter alguns dos objetos que vendia, nem se lhe sentia a tristeza austera e desenganada das vidas que foram vidas.
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| (Fonte: Luana Geiger) |
Ia a sair, quando vi uma gaiola pendurada da porta. Tão velha como o resto, para ter o mesmo aspecto da desolação geral, faltava-lhe estar vazia. Não estava vazia. Dentro pulava um canário. A cor, a animação e a graça do passarinho davam àquele amontoado de destroços uma nota de vida e de mocidade. Era o último passageiro de algum naufrágio, que ali foi parar íntegro e alegre como dantes. Logo que olhei para ele, entrou a saltar mais abaixo e acima, de poleiro em poleiro, como se quisesse dizer que no meio daquele cemitério brincava um raio de sol. Não atribuo essa imagem ao canário, senão porque falo a gente retórica; em verdade, ele não pensou em cemitério nem sol, segundo me disse depois. Eu, de envolta com o prazer que me trouxe aquela vista, senti-me indignado do destino do pássaro, e murmurei baixinho palavras de azedume.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Resenha: Contos - Machado de Assis
Este livro reúne dez contos variados do escritor Machado de Assis. Seus nomes: “A igreja do Diabo”, “A carteira”, “O empréstimo”, “A desejada das gentes”, “Uns braços”, “Suje-se gordo!”, “Ideias do canário”, “Pai contra mãe”, “Missa do Galo” e “Conto de Escola”.
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