Sinopse: Um rapaz perde seu ônibus por cinco minutos e, ao entrar no seguinte, senta-se casualmente ao lado de uma mulher cujo rosto estava coberto por um véu. A moça permite que ele lhe segure as mãos e lhe beije o ombro. A fim de localizar sua amada misteriosa, o narrador vai descobrindo mais detalhes sobre sua musa e espanta-se com os recursos da moça para permanecer incógnita. Várias viagens são necessárias até que o mistério se resolva e o casal possa encontrar a felicidade.
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Acredito que Cinco Minutos pode transmitir a necessidade que o homem possui de ser lembrado. Eu quero ser lembrada. A forma? Ainda não sei ao certo. Sei que deve estar relacionada com palavras, mas não sei descrevê-la exatamente. A única certeza que tenho é que eu quero ser lembrada. Augustus Waters, por exemplo, também queria ser lembrado. Ele não queria cair no esquecimento. Mas, voltando ao livro de José de Alencar, Cinco Minutos:
“Non ti scordar di me!...”
Nos deparamos, inicialmente, com o encontro entre duas almas apaixonadas, mas elas pouco sabem do amor um do outro. Um homem e uma mulher se encontram em um ônibus. Esse encontro se dá pelo fato de que o homem, cuja pontualidade é bastante falha, perde o ônibus anterior (que era aquele que ele pretendia pegar) por cinco minutos. Com base nisso, acontece o encontro. Eles trocam afetos, mas o homem não consegue ver a mulher. Repentinamente, eles se separam. O homem começa, então, uma busca incansável pela mulher, por quem se apaixonou perdidamente. Acompanhamos, no decorrer de algumas páginas, as tentativas deste homem de encontrar a senhorita. E quando ele finalmente a encontra, as surpresas começam.
A leitura de Cinco Minutos é surpreendente! A cada capítulo, me deparei com uma revelação diferente a respeito da história. Apesar de triste, este romance de Alencar é também bastante confortável. É possível lê-lo em poucas horas, pois ele possui um número pequeno de páginas.
Como mencionei inicialmente, o fato que mais prendeu a minha atenção em Cinco Minutos, foi essa questão do esquecimento, essa necessidade do homem de ser lembrado. Mas, há outro ponto que posso destacar também: Retribuição. Quando amamos, queremos ser amados na mesma intensidade. Caso isso não aconteça, sempre haverá algo incompleto. Caso isso aconteça, esse amor pode cair no esquecimento...
“Espero-te como a flor desfalecida espera o raio de sol que deve aquecê-la, a gota de orvalho que pode animá-la, o hálito da brisa que vem bafejá-la. Porque para mim o único céu que hoje me sorri, são teus olhos.”


Oi Thami...
ResponderExcluirConcordo plenamente com vc... eu li este cinco minutos por causa do vestibular... e foi um dos que mais gostei... para mim foi bem intrigante... queria logo saber o final... hehehe...gostaria muito de reler um dia...
Belas terapias / Fan page
É sim, muito intrigante, Laila! <3
ExcluirOi, Thami!
ResponderExcluirEu li esse livro no 2º ano do ensino médio, por conta daqueles velhos trabalhos que temos de fazer. Felizmente, esse eu não li obrigada; li porque minha amiga apresentou um trabalho sobre ele.
Eu não tinha uma experiência muito boa com José de Alencar, mas amei esse livro. Lembro que o li em uma tarde.
Enquanto lia, me lembrava das minhas paixonites de ônibus hahahah
Beijos
Balaio de Babados
Olá, Helena.
ExcluirIsso me faz pensar no quanto minha educação escolar foi precária em relação a leituras obrigatórias. Essa história é muito bacana e por conta do número pequeno de páginas, é possível lê-la em poucas horas.
Beijos
Oii Thami, fiquei com vontade de ler esse livro, mais uma vez que venho ler suas resenhas e me despertando mais e mais vontades de ler. Vou procurar ele por cá ve se encontro.
ResponderExcluirBeijão
Olá, Tami.
ExcluirQue bom saber disso. É uma ótima leitura, certamente você vai gostar.
Beijos