segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Resenha: A casa das orquídeas - Lucinda Riley

Olá galerinha, tudo bem? A obra de hoje é “A casa das orquídeas”, da Lucinda Riley, livro cedido ao Historiar em parceria com a Editora Arqueiro

O livro nos apresenta Julia Forrester, uma pianista famosa que por causa da morte de seu marido e filho precisa retornar à Inglaterra. Ali reencontra Kit Crawford, um rapaz que conheceu nos verões em que visitava seus avós na propriedade de Wharton Park. Os dois se aproximam, tornam-se amigos e Kit ajuda Julia a sair do luto e se abrir novamente para a vida junto com ele.

“Quero que saiba que eu respeito o quanto você os amou. Eles não vão me ameaçar, Julia. Eu aceito de verdade que, se Xavier ainda estivesse vivo, você estaria com ele. Não quero sentir vergonha nem culpa por causa disso. Não posso recriminá-la por já ter amado outras pessoas. Lembre-se, eu também amei.” 

Neste meio tempo, Kit começa a arrumar Wharton Park, acha um diário de um prisioneiro da Segunda Guerra Mundial e o entrega a Julia. Ela mostra o diário para a sua avó Elsie que então revela os segredos da família Crawford, pois conta a história de amor vivida por Harry e Olivia antes e depois do episódio que marcou terrivelmente a humanidade e afetou completamente a vida de Julia e Kit.

“O que você precisa entende, Julia, é que quando alguém revela um segredo do passado é como se estivesse abrindo uma caixa de Pandora. Sei que você deve ter ouvido isso muitas vezes, mas é verdade, meu amor. Colocamos muitas minhocas na cabeça da pessoa, e elas saem rastejando e se espalham até lugares aos quais você nunca esperava que fossem.” 


“A casa das orquídeas” é um livro de tirar o fôlego, com personagens muito bem construídas. Olivia foi a que mais me impressionou, fiquei admirada pelas coisas que ela viveu, principalmente a garra que teve ao receber seu marido irremediavelmente mudado pela guerra e ainda o amar o bastante para ficar ao lado dele. Julia fez sentir uma dor por tudo o que aconteceu com ela que parecia ser em mim. Já Kit é um daqueles personagens que nos ensinam a amar, ter paciência e carinho e os motiva a ser a melhor versão que podemos ser de nós mesmos.

“Dito isso, torço para ser um homem melhor. E também pode ser que eu não tenha cruzado com a pessoa certa desde então. A gente não encontra muitas almas gêmeas na vida, né?” 
“O que eu quero dizer é que se... se você algum dia sentir que está pronta para, bom, para se arriscar e apostar em mim outra vez, eu prometo que estarei ao seu lado. Sou muito bom nisso. Ou pelo menos já fui. Eu nunca magoaria você, pelo menos não de modo intencional.” 

Lucinda Riley se tornou minha autora preferida com este livro! Ela consegue fazer links incríveis entre uma história e outra, uma época e outra que simplesmente me deixaram de boca aberta. Isso sem falar do fato de que quando acreditava que tudo estava ficando tranquilo, ela virava a narrativa de cabeça para baixo e mudava o rumo dos fatos o que me fez ficar colada ao livro. 

“Me apaixonar. Experimentar essa sensação... aqui. - Ela apontou para o coração – Minha avó diz que amar alguém é achar um paraíso na Terra.” 
“Nós estamos compartilhando um momento no tempo.Assim como o universo, não existe começo nem fim. Nós apenas somos.” 

A obra “A casa das orquídeas” é um livro atemporal, indicado para todas as faixas etárias, pois é capaz de fazer qualquer pessoa parar e refletir sobre a própria vida e o sentido dela durante a leitura deste livro.

“O que foi que John Lennon falou?(...) “A vida acontece enquanto você está ocupados fazendo outros planos.” E ninguém disse nada mais verdadeiro. Nenhum de nós tem o controle de nada e, embora em geral seja preciso sentir dor para perceber isso, quanto mais cedo se percebe, mais cedo se pode tentar aceitar cada dia como ele vier e aproveitar a vida ao máximo.” 

E você, já leu “A casa das orquídeas”? O que achou do livro? Conhece a autora Lucinda Riley? Deixe seus comentários. 



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