sexta-feira, 1 de junho de 2018

Resenha: A luz que perdemos - Jill Santopolo


Título: A luz que perdemos
Autora: Jill Santopolo
Editora: Arqueiro
Nº de páginas: 272
Ano: 2018

Olá pessoal, faz um tempinho que não apareço por aqui, não é? Mas é culpa conta da correria e, apesar de eu não vir aqui com frequência, estou sempre vendo o conteúdo maravilhoso que a Thami e a Ana preparam para vocês. No entanto, apesar de querer ficar falando sobre como me sinto em casa aqui no Historiar, estou aqui para falar de um livro que recebi da Editora Arqueiro. O livro em questão é o A luz que perdemos escrito pela Jill Santopolo, vamos conferir?

A luz que perdemos nos apresenta à história de dois jovens, Lucy e Gabe, que se conhecem na faculdade na manhã de 11 de setembro de 2001. Enquanto Nova York está em caos por conta do ataque aéreo às Torres Gêmeas, os dois decidem fazer a diferença no mundo e acabam ficando juntos. Algum tempo depois, após estarem em um relacionamento bastante bom, suas escolhas são postas à prova quando Gabe recebe uma proposta de emprego para trabalhar como fotojornalista no Oriente Médio. Nesse momento, cada um dos personagens segue seu próprio caminho e muitas coisas acontecem em suas vidas.

“O amor faz isso. Faz você se sentir invencível e infinito, como se o mundo inteiro estivesse à nossa disposição, tudo pudesse ser conquistado e todo dia fosse repleto de maravilhas. Talvez porque nos abrimos para alguém, nos deixamos penetrar pelo outro. Ou talvez amar seja se doar tão profundamente a outra pessoa que o coração da gente se expande. Ouvi tanta gente dizer, com pequenas variações: Não sabia o quanto poderia amar outra pessoa até... E depois esse até geralmente é seguido de: que minha sobrinha nascesse, ou que eu me tornasse mãe, ou que eu adotasse um bebê. Eu não sabia o quanto poderia amar outro ser humano até conhecer você, Gabe. Nunca esquecerei isso.”

A história se passa, após os fatos informados em meu parágrafo anterior, num período de 13 anos e muitas coisas acontecem com eles, entram em relacionamentos, têm filhos, realizam sonhos e, principalmente, se encontram e desencontram muitas vezes.

Lucy, casada com Darren, enquanto Gabe viaja o mundo, tenta fazer seu amor por este último ficar escondido, afinal, ela realmente ama seu marido. Mas, como lidar com as coisas que o mundo lhes reserva? Eles se afastaram por uma força divina ou por escolha própria? Como seria a vida deles se estivessem juntos?


Assim que vi que a Editora Arqueiro lançaria esse livro, tive vontade de lar, sou apaixonada por romances, principalmente, os mais dramáticos e minhas expectativas estavam nas alturas, mas fui me decepcionando conforme fui lendo o livro e vendo o desenrolar dos fatos. Minha ansiedade por gostar desse livro aumentou conforme fui recebendo feedbacks extremamente positivos e mensagens de pessoas que não acreditavam que eu não estava gostando.

“Talvez eu seja o tipo de pessoa que nunca vai ser feliz. Talvez eu não seja o homem que esperava ser.”

Primeiro, preciso falar dos personagens, eu tive muita dificuldade em me conectar com a Lucy, eu compreendia seus medos, anseios e o que estava se passando na mente dela em relação ao Gabe, mas nada parecia crível, real, não sei se vocês conseguem compreender como me senti. Já Gabe, eu tive uma ideia dele completamente decepcionante. Eu o via como um homem machista e que se preocupava apenas com ele, mas nada se comparou com o que senti por Darren. Ele passava por cima de Lucy em várias situações da vida e não sei como ela conseguia continuar com ele, aceitando tudo o que ele fazia sem nunca questionar. Sim, ela era passiva em vários momentos e isso não melhorou, infelizmente.

Infelizmente, o desenrolar da história é um tanto quanto previsível e até um pouco decepcionante. Os personagens optam sempre pelo caminho mais fácil, por deixarem seus sentimentos de lado e aceitarem tudo numa boa. A vida, nós sabemos, não é assim. E acho que esse foi um dos principais motivos que me fizeram não gostar tanto assim do livro: a falta de realidade dele. Quando li os agradecimentos, compreendi um pouco o que a autora quis transmitir com a história e até achei muito bonito, mas faltou algo e isso foi decepcionante.

Entretanto, não posso dizer que o livro é ruim, pois eu achei o final maravilhoso e, sinceramente, não poderia ter sido diferente. Só espero que a autora escreva outro livro, pois fiquei intrigada para saber o que vem depois e como a Lucy vai reagir com tudo o que lhe aconteceu. Apesar de eu não ter gostado tanto assim desse livro, é impossível não recomendar, pois acho que fui a única pessoa que não aproveitou completamente essa leitura. E, vocês, gostariam de ler esse livro?

“Você era ao mesmo tempo meu consolo e minha dor.”

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