sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Resenha: Bela gratidão - Corey Ann Haydu

Título: Bela gratidão
Autora: Corey Ann Haydu
Editora: Galera Record
Nº de páginas: 430
Ano: 2017

Escrito por Corey Ann Haydu e publicado pela Galera Record, Bela gratidão é um livro sobre mudanças.

A vida de Montana sempre foi muito movimentada. Sua mãe foi embora quando ela ainda era uma criança, e hoje, com 17 anos, Montana praticamente já perdeu a conta de quantas namoradas e esposas o seu pai, um renomado cirurgião plástico, já teve. Essas mudanças tão frequentes fazem com que Montana e sua irmã, Arizona, não tenham uma vida estável, há pessoas entrando e saindo de suas vidas o tempo todo, pois na mesma rapidez com que as madrastas entram em suas vidas, elas também vão embora, ou seja, é uma sucessão de perdas. 

Paralelo a esse dilema das madrastas, Montana se aproxima de Karissa, sua nova e inspiradora melhor amiga, e também conhece Bernardo, um garoto que vivia olhando para ela no parque que ela costuma frequentar. Junto com Bernardo, Montana experimenta uma série de coisas novas, no mesmo momento em que seu pai encontra uma nova namorada, mas essa namorada é diferente, tem algo de muito especial e louco nela.

Bela gratidão, como eu expus no início dessa resenha, é um livro sobre mudanças e como lidar com elas. Podemos acreditar que mudanças sejam necessárias em nossas vidas, para que possamos evoluir e não permanecer na mesmice de sempre. Mas a vida de Montana tem mudanças em excesso, o que, nesse caso, está longe de ser algo bom ou necessário. Ninguém gosta de ter pessoas entrando e saindo de sua vida com tanta frequência, é cansativo e triste. Isso me faz pensar que a parte irritante que compõe a personalidade de Montana é aceitável. Em alguns momentos eu discordei completamente com seus pensamentos infantis, mas quando parei para refletir, pensei que talvez esses pensamentos não sejam tão infantis assim, depende do ponto de vista que adotamos.

"Esse é o único lugar onde já morei. A estrutura da minha família está sempre mudando, mas o prédio de tijolos vermelhos, a varanda da entrada caindo aos pedaços, a tinta amarela do meu quarto, a vista do restaurante italiano do outro lado da rua continuam iguais." (p. 102)

Uma coisa muito reflexiva desse livro é a profissão do pai de Montana, ele é cirurgião plástico. Eu nunca, nunquinha, tinha pensado nessa profissão da forma como ela é exposta em Bela gratidão. O pai de Montana está sempre tentando transformar as mulheres, em mulheres perfeitas, ele nunca está satisfeito com o corpo de suas namoradas. E isso me fez pensar em como é importante refletirmos antes de tomarmos a decisão de mudar algo em nosso corpo. 

"Não era perfeita. Mas é exatamente por isso que ela é tão linda. Meu pai nunca entendeu isso. Ele vê um terreno com flores do campo, acha que é lindo, mas também pensa em capinar todo o mato, lapidando tudo para torná-lo um jardim perfeito. Depois, ele se decepciona com o resultado." (p. 90)

Apesar de eu saber quem era a nova, louca e especial namorada do pai de Montana páginas antes de ela ser revelada (não sei também se a intenção da autora era fazer surpresa ou não), eu fiquei extasiada mesmo assim. O choque foi grande em Montana e Arizona, e isso me fez ficar chocada também. De modo geral, eu gostei de ler Bela gratidão, não foi nada muito instigador para mim, mas eu queria continuar lendo, eu me sentia bem lendo, simples assim. 


Antes de finalizar, gostaria de expor algo de muito especial que há no livro: o diário de gratidão de Montana. O livro é narrado em primeira pessoa pela Montana, e é dividido por datas e capítulos. A cada nova data, Montana traz uma lista de coisas pelas quais ela é grata (foi uma das esposas de seu pai, a Natasha, que ensinou sobre gratidão para ela), então apesar da loucura que é a sua vida, Montana encontra, diariamente, coisas pelas quais consegue se sentir grata, ou seja, nem tudo em sua vida é tão ruim assim.

No geral, ler Bela gratidão foi extremamente reflexivo para mim. Gratidão: uma palavra tão simples, mas extremamente necessária. Eis um fato: ao ler esse livro, passei a pensar em uma lista diária de gratidão para mim também, e isso fez com que eu me sentisse muito bem. Que tal você fazer também?


HAYDU, Corey Ann. Bela gratidão. Rio de Janeiro: Galera Record, 2017.


2 comentários:

  1. Oi, Thami!
    Eu achando que era mais um livro de autoajuda... Não está nas prioridades de leitura, mas é sempre bom ler algo que nos faça refletir. Fora que amei essa capa; simples e fofa.
    Beijos
    Balaio de Babados
    Participe do Natal Literário e ganhe prêmios maravilhosos

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    Respostas
    1. Oi, Lu!
      Não, é um romance mesmo, haha.
      A capa é linda, né? Eu me apaixonei por ela.
      Beijos

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