quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Resenha: Meus dias com você - Clare Swatman

Sinopse: Quando o marido de Zoe morre, o mundo dela desaba. Mas e se fosse possível tê-lo de volta? Numa fatídica manhã, Ed e Zoe têm uma discussão terrível, algo recorrente no seu casamento em crise, e ela acaba se despedindo de forma brusca quando ele sai para o trabalho. Pouco tempo depois, um ônibus acerta a bicicleta de Ed, matando-o e deixando Zoe arrasada por não ter lhe dito quanto o amava. Se tivessem ficado mais um pouco juntos aquela manhã, ele ainda estaria vivo? Será que poderiam ter reconstruído o amor que os unira?
Após dois meses, Zoe ainda não conseguiu se conformar. De luto, decide cuidar do jardim do marido, quando acaba caindo e desmaiando. Então, algo estranho acontece: ao acordar, ela está em 1993, no dia em que conheceu Ed na faculdade. A partir desse instante, Zoe passa a reviver momentos cruciais de sua vida e percebe que talvez tenha conseguido uma segunda chance: uma oportunidade de fazer tudo diferente, de focar naquilo que realmente importa, de mudar os rumos do relacionamento – e, quem sabe, o destino de seu grande amor.

Meus dias com você, escrito por Clare Swatman, foi publicado em 2017 pela editora Arqueiro.

Zoe e Ed formam um belo casal que se ama, mas que está passando por grandes problemas. A verdade é que eles querem ter um bebê, mas apesar das inúmeras tentativas, simplesmente não conseguem. E isso, portanto, está sendo crucial no bom relacionamento que eles costumavam ter. 

Em determinada manhã, antes de Ed sair de casa para trabalhar, Zoe, mais uma vez, briga com o marido por motivos que seriam bobos, mas unidos ao grande problema que eles vêm enfrentando, se tornam extremamente fortes. Então, ela fica furiosa com ele, e por conta disso, nem se despede direito quando Ed sai. Nesse mesmo dia, Ed é atropelado de bicicleta por um ônibus e morre subitamente.

"Caminharam até as portas e , quando elas se fecharam, Zoe sentiu que estava sendo engolida pelo inferno." (p. 11)

O acidente que mata Ed é a primeira parte da história. O leitor acompanha todo o sofrimento de Zoe, ainda mais com a narração em terceira pessoa, e todos os seus questionamentos: poderia ela ter feito algo para mudar isso? E se eles não tivessem brigado naquela manhã? E se Ed não tivesse ido trabalhar de bicicleta? Zoe sofre, e o leitor também. Eu me senti extremamente tocada com esse primeiro momento do livro, afinal, Zoe poderia ser eu! E se isso tivesse acontecido com o meu amor? Afinal, todos estamos sujeitos, pode acontecer com qualquer pessoa. Preciso dizer o quanto esta primeira parte foi angustiante para mim. Swatman tocou no fundo do meu coração e me fez chorar de emoção com apenas a possibilidade de uma perda em minha vida. 

Pois bem, num acesso de raiva diante da morte de Ed, arrancando as ervas daninhas do jardim dele, Zoe acaba escorregando, batendo a cabeça e perdendo a consciência. Quando ela acorda, está muito confusa. E fica ainda mais confusa quando percebe que está revivendo, aos poucos, momentos importantes que passou com Ed ao longo da vida. E ainda mais: ela descobre poder mudar algumas coisas. Seria uma segunda chance de mudar o percurso das coisas? Será que, revivendo esses momentos e mudando algumas situações, Zoe conseguirá modificar o futuro e impedir a súbita morte de Ed?

"Ainda não tenho ideia do que está acontecendo, mas me parece claro que os dias que estou revivendo têm a ver com Ed, ou, mais especificamente, com nós dois [...] Tem que haver algo que eu possa mudar." (p. 58)

E foi aí que a coisa complicou para mim. Nas primeiras memórias de Zoe, eu fiquei curiosa para conhecer um pouco mais sobre a história dos dois, como eles se conheceram, como acabaram se casando, etc. Porém, em certo ponto do livro, durante algumas lembranças de Zoe, serei extremamente sincera, o tédio tomou conta de mim. Isso percorreu até o capítulo em que Zoe revive o dia do acidente de Ed, que está nas ultimas páginas, então... Eu enrolei muito, muito, muito mesmo para terminar. 

É por conta do que descrevi acima e outros fatos que descreverei a seguir, que classifico Meus dias com você como um livro esquisito: eu me senti desinteressada em boa parte da história, mas ainda assim, sempre tive acessos de emoção e me via com lágrimas nos olhos ao longo da leitura. Se isso não é esquisito, o que é?


Apesar das impressões não tão agradáveis que tive, preciso expor que a escrita da autora é extremamente aconchegante. E, preciso deixar isso bem claro: o livro não funcionou por inteiro para mim, mas não deixe de lê-lo por conta disso, eu conheço pessoas que acredito que adorariam todo o enredo de Meus dias com você. E sobre a edição: está maravilhosa! A cor das páginas é agradável, a fonte está de bom tamanho, e a capa! Ah, a capa está sensacional! A edição, de modo geral, está muito caprichada.

Com algumas ressalvas, finalizo expondo que a leitura de Meus dias com você é, sem dúvida alguma, emocionante. A autora tocou em pontos fortes que norteiam todos nós, sem exceção: a fraqueza, o amor e a morte.


Referência: SWATMAN, Clare. Meus dias com você. São Paulo: Arqueiro, 2017.

10 comentários:

  1. Amei a resenha, quero muito ler esse livro :D

    http://submersa-em-palavras.blogspot.com.br/

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    1. Espero que sua leitura seja mais proveitosa que a minha! :)

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  2. Achei a sinopse legal, mas como você disse que teve algumas coisas que não te agradaram não sei se eu iria gostar....
    Bom se um dia eu topar com esse livro talvez leia.. quem sabe né!

    beeeeeijão

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    1. Pois é, Raí :( Infelizmente não foi aqueeeeeeeela leitura.
      Eu adoraria saber a sua opinião!
      Beijocas

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  3. Oii, tudo bem?
    Poxa, que pena que vou você não gostou tanto da história. Provavelmente não leria o livro por não fazer muito meu estilo, mas é uma pena porque queria comprá-lo só por causa dessa capa linda kkkkkkk
    Beijoss!
    Páginas Empoeiradas

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    1. A capa é linda, né?
      Pois é. Não foi aqueeeeeeeeela história pra mim. :(
      Beijos

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  4. Minha opinião é igual a sua. Fiquei meio temerosa na metade da leitura porque a coisa meio que não andava, ficou tudo igual e meio cansativa, sabe? E aí o final daquele jeito... Não curti muito não.

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    1. Sim, exatamente isso, Greice. Eu fiquei bem triste com o rumo das coisas :(

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  5. Já aconteceu o mesmo comigo em um livro do Sparks, admito 😔 chorava e odiava muito facilmente a o enredo. Mas a experiência, acredito eu, que foi muito importante 🤗
    Beijinhos 😘

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  6. Oiee Thamiris ^^
    Como acabei de terminar um romance, pesado, digamos assim, estou enrolando pra ler este livro. Poxa, é uma pena que o livro tenha seguido esse caminho e se tornado entediante, li os comentários acima e fiquei ainda mais receosa de que isso também aconteça comigo *-*
    MilkMilks ♥

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