sexta-feira, 24 de março de 2017

Novidade: Lua Azul e a Luta Contra o Medo - Leca Haine

Olá pessoal! Como vocês estão? 

Hoje eu trago uma super novidade para vocês, fãs incondicionais da literatura fantástica e do livro jovem/adulto. A escritora Leca Haine, autora da trilogia “Lua Azul”, irá lançar o segundo livro da saga na Bienal Internacional do Livro de Fortaleza, que acontecerá de 14 a 23 de abril. O bacana é que antes disso, a Leca, que é nossa parceira aqui no blog, nos repassou com exclusividade um capítulo desse segundo livro que irá se chamar Lua Azul e a Luta Contra o Medo.

Brasão de Constantyna.
O capítulo “Gatinhos e Leões” enviado pela Leca é dedicado ao público que leu o primeiro livro da trilogia, Lua Azul e a Terra Paralela, ou que leu a nossa resenha publicada aqui pelo Historiar e com certeza está ansioso para saber quais rumos a história irá tomar.

A saga da Leca conta a história da Zelda, uma adolescente de 16 anos que vive no interior de São Paulo e de repente é obrigada a assumir uma missão inusitada na Terra Paralela. Lá ela conhece o terrível Olix, um ser humano voltado para o mal que esconde poderes sobrenaturais inacreditáveis.


Lua Azul e a Luta Contra o Medo é o segundo livro da trilogia escrita pela autora Leca Haine e conta as aventuras da adolescente Zelda, uma menina de 16 anos que mora no interior de São Paulo e que atravessou um portal e foi parar na Terra Paralela no livro 1. Agora, no livro 2, ela tem uma missão muito especial, de ser a princesa regente, mas enfrenta o temível Olix, o chefe das armas inescrupuloso e voltado para o mal. Com o passar do tempo, Zelda descobre que muito mais do que ser maléfico, o chefe das armas possui vários poderes sobrenaturais e ocultos, tornando-se um grande obstáculo para que a menina promova a paz e a justiça entre os seus súditos.



Leia, abaixo, o capítulo divulgado pela Leca e conheça o estilo literário dessa autora brasiliense que vem conquistando cada vez mais leitores que curtem uma boa literatura fantástica.

Gatinhos e Leões 

"Passaram-se alguns dias e Zelda estava terminando de analisar uma planilha de compras para um reforço da merenda escolar quando ouviu batidas estridentes à porta. Olix entrou no rastro das batidas sem esperar por uma resposta. 

– Já chega de brincadeira! Eu dei corda e esperei, mas você continua irredutível nessa brincadeira tola de governar. Fui mais paciente do que sempre sou, mas agora você extrapolou todos os limites. Não vamos fazer concurso para contratar nenhum vagabundo e muito menos comprar comida para alimentar crianças pobretonas. Elas não são nossa responsabilidade. Quem as pôs no mundo, que as sustente. Quem estiver doente, que pague por uma consulta médica. Quando o caso for grave, temos ambulâncias novas que podem levar essa gente aos reinos vizinhos para se tratarem. É só a gente repassar algum lucro e eles “aceitam” cuidar dos nossos pacientes. 

– Para você, é assim que tudo funciona, não é? Comprar ambulâncias mais caras do que o normal ao invés de construir hospitais, oferecer doce na merenda porque é mais barato, colocar os seus amigos para trabalhar no castelo em vez de fazer concurso. Simples assim... 

– Sim, é simples assim... Senhorita! Assim como também é simples para minha pessoa voltar ao jardim, numa certa madrugada e transformar um pequeno e meigo pássaro numa águia selvagem. 

Ela estacou porque, de repente, se deu conta do perigo que era lidar com Olix. Ainda assim, fez o que pôde para se manter serena e só demonstrou fraqueza quando ele ameaçou: 

– Sabe, querida soberana, esse é um dom muito especial que eu tenho. E isso inclui também outros bichinhos, como os gatos, por exemplo. Lembra-se do preguiçoso Tseu e da rebelde Suria? Pois bem. Eles atendem ao meu comando. Está em meu controle a forma física dos bichanos que cercam a sua família. Imagine se o sonso do Ângelo, ou quem sabe, a chata da Selena, se ver cercados por dois leões famintos? Digamos que seria... no mínimo... estarrecedor, para quem estivesse olhando o resultado! 

Zelda não sabia o que pensar. As ameaças do tirano tiveram o mesmo impacto de um soco no estômago. Sentiu um gosto amargo na boca que a fez lembrar que, por mais que parecesse, não estava sozinha no mundo. Mesmo na Terra, sua família continuava indefesa frente àquele ser asqueroso que ela tinha à frente. Tentou buscar as palavras certas para se defender: 

– Você não pode fazer nada, Olix. Como você sabe, o portal foi fechado e minha família está protegida da sua ira. 

– Só se estiver protegida de você, querida soberana, mas não de mim. Você deve se lembrar muito bem quando a Suria, a gata da sua avó, lhe acompanhou quando você queria encontrar o segredo do seu avô no porta-retratos. Fui eu quem a orientei a ficar do seu lado. 

Zelda teve medo de desmaiar frente ao que estava por ouvir. 

– E o que tem isso? – Balbuciou. 

– Tem que eles estavam atendendo ao meu comando, aliás, a sua professorinha Camila também. 

– A Camila? Você a conhece? 

– Ora... ora... você é muito ingênua. É claro que durante todo o tempo em que sua mãe esteve aqui, eu monitorei muito bem todos vocês e a Camila foi uma peça fundamental. É por isso que ela sempre esteve próxima e disposta a ajudar o pobre Ângelo na criação de suas filhinhas pequenas e indefesas. 

– Isso é mentira, a Camila nunca aceitaria ser sua espiã! 

– Você só está surpresa porque quer, lindinha. Até o bêbado do Zacarias tentou alertar você quando lhe viu frequentando a casa da Camila, mas você não lhe deu ouvidos. Você não ouve ninguém com essa sua arrogância nata, uma petulância que será a responsável pela sua derrota porque não a deixa fazer as coisas como devem ser feitas. 

Zelda tentou acalmar-se. 

– Que eu saiba só você tem poderes. A Camila é uma pessoa absolutamente comum. 

– Isso é certo, porém, eu a tenho em minhas mãos. Lembra de uma vez, há muito tempo, quando todos no colégio passaram a comentar que a professora Camila estaria apaixonada e deixaria de lecionar? Sabe quem é o amor da vida dela? 

Zelda fitou-o incrédula. 

– Isso mesmo, a grande paixão da abobada Camila sou eu. Ela sempre fará o que eu quiser. Preciso dizer mais alguma coisa? 

– E o que você quer, afinal de contas? 

– Quero que você reconheça que o seu papel nesse reino é meramente decorativo, da mesma forma que a sua mãe fez. 

A dúvida que Zelda tinha há algum tempo finalmente foi respondida. Eunice tentou governar, mas não passou de uma figura decorativa em Constantyna simplesmente porque foi chantageada exatamente da mesma forma que sua filha estava sendo agora. Certamente foi por isso que a mãe aceitou um casamento imposto pelo tirano, devido ao medo que sentia de que alguma coisa acontecesse à sua família. Zelda sentia que precisava ganhar tempo, porém, não sabia como fazer para conseguir isso. 

– E então, o que me diz? 

– Preciso de tempo para pensar. 

O homem elaborou um falso gesto de benevolência que culminou com uma longa reverência. 

– A senhorita tem 24 horas para mudar de atitude. Caso isso não aconteça, infelizmente o diário de notícias de Constantina irá estampar uma grande manchete sobre uma família dizimada sob a fúria de dois leões famintos. Já posso sentir o clima de consternação da cidade. E é claro que a Camila vai estar lá, pertinho da Diana consolando a velhinha pela perda dos entes queridos. Quem sabe, até a própria vovozinha não poderá sofrer um acidente? Ser engolida por um peixinho de aquário, com dentes de tubarão, talvez? – Olix acrescentou a última frase sorrindo maleficamente. 

Zelda esperou-o sair e seguiu para a suíte. Seu ânimo foi a zero e tudo o que ela queria era estar sozinha. Pediu a James que cancelasse o restante da agenda e ficou a tarde inteira na cama, deitada. 

Já era noite quando Milena a encontrou chorando no escuro. Com muito custo ela engoliu os soluços e contou o que estava acontecendo. Apesar de não concordar muito com a camareira, aceitou a ideia da moça em dividir o drama que estava vivendo com Pierre, que se mostrou bastante preocupado. 

– Zelda, eu tenho uma ideia que pode nos fazer ganhar tempo – disse Pierre. 

– O que é? – Ela perguntou com os olhos inchados e total desânimo. 

Ele ficou pensativo durante alguns segundos. 

– Finja que está doente. Que a nossa atmosfera está te fazendo mal igual fez à sua mãe. Isso fará com que Olix relaxe na vigilância e a gente possa saber como fazer para lidar com ele. 

– A mesma coisa que aconteceu com a minha mãe... então você ficou sabendo quando ela adoeceu? 

– Infelizmente sim. E todos que a conheciam diretamente. 

Zelda ficou triste ao pensar que a mãe ficou sozinha e doente, praticamente sem ninguém com quem contar. 

– Você acha que isso pode adiantar? 

– Acredito que seria uma desculpa bem viável. Não vejo outra forma de fazer Olix parar com as ameaças que está fazendo, a não ser que você se mostre frágil. 

Ela percebeu que não teria outra saída, a não ser acatar a sugestão dele. 

– Obrigada – disse tocando a mão do cozinheiro – você tem sido um grande amigo. Aliás, vocês dois têm sido grandes amigos para mim, especialmente agora. Confesso que estou me sentindo completamente perdida. 

– Não se preocupe, minha querida. Nós daremos um jeito de barrar esse homem. Nem que para isso eu tenha que colocar veneno na comida dele! 

Os três sorriram. 

– Essa seria uma boa ideia – adiantou Milena. 

– Que nada, alguém descobriria e... 

– Pera aí... Zelda, descobriria se a gente o envenenasse de verdade. Agora... um remedinho para dormir de vez em quando... não custaria nada... e também ninguém descobriria... – deduziu Pierre. 

– Você tá falando sério? – A princesa questionou. 

– Mas é claro que sim! Só não tenho ideia onde poderia arranjar algum sonífero... A não ser que... 

– Que o quê? 

– Nada. Deixa pra lá. Amanhã mesmo irei à cidade para ver se consigo alguém que possa me ajudar a respeito. Enquanto isso, vamos dar início à sua falsa doença, está bem? A partir de hoje você terá que tomar litros de sopinha rala e sem sal. Temos que ser convincentes. 

– Eco! Milena disse sorrindo. 

Zelda sentia-se um pouco mais aliviada. 

– De minha parte, tudo bem, desde que a Milena me traga uns chocolates escondidos de vez em quando, – brincou – mas tenha cuidado Pierre. O Olix é muito vingativo, se ele descobrir o que a gente pretende fazer, todos estaremos perdidos, principalmente o meu pai e a Selena. 

– Pode deixar, terei o máximo cuidado. Quanto a você, o melhor é ficar de molho por alguns dias enquanto Milena se encarrega de espalhar a notícia de que você está sem forças até mesmo para sair da cama. 

*** 

No dia seguinte, após todos os compromissos da agenda cancelados, Zelda recebeu a visita do chefe das armas na suíte. Recostada no sofá e com uma boa maquiagem escura sob os olhos, manteve uma docilidade inesperada. 

– Fiz questão de vir vê-la pessoalmente. 

– Gentileza sua – ela usou todo o seu poder de atriz – mas fique sabendo que ficarei boa logo. Devo ter pegado uma gripe forte porque há alguns dias venho sentindo muita dificuldade para respirar e muito cansaço também. 

Os olhos do homem brilharam. 

– Estimo as suas melhoras. 

– Eu sei que não é bem assim... você... não... me... engana... Sei que deve estar feliz por eu estar gripada e não poder dar prosseguimento aos novos projetos... se você puder me dar licença, preciso voltar para a cama. Você me ajuda, Milena? 

A camareira prontificou-se imediatamente a ajudar com o semblante consternado. Ver a princesa praticamente se arrastando até a cama surtiu um ótimo efeito, pois o homem desejou melhoras e saiu imediatamente. 

Zelda sentou-se e começaram a conversar em tom mais baixo do que o habitual. 

– Será que ele engoliu? 

– Não sei, ele é muito esperto. Olix é indecifrável. 

– Com o tempo, ao ver que não sai da cama, ele vai acreditar que você está cada vez pior. 

*** 

Dois dias se passaram com Zelda trancada no quarto até que Pierre veio conversar com elas durante a noite. 

– Sinto muito pela demora, mas não podia deixar que percebessem nada. Passei o dia de ontem fora e hoje não tive como me ausentar do trabalho. Como estão as coisas? 

– Bem – Milena adiantou-se – o que você previu aconteceu. Olix veio visitar Zelda para ver se ela estava mesmo doente. 

– E ele demonstrou acreditar? 

– Parece que sim, pelo menos não voltou mais. 

– Ótimo. 

– E você, encontrou o que estava procurando? – Indagou Zelda. 

– Vocês nem imaginam como foi bom ter ido procurar o tal sonífero. Encontrei algo bem melhor do que isso. 

– O quê? 

Zelda estava bastante ansiosa, enquanto Milena ficou sentada no sofá branco roendo as unhas e observando a conversa. 

– Bem... eu me lembrei que quando era garoto, meu pai, que também gostava muito de cozinhar, costumava comprar algumas ervas e temperos na vendinha de um homem que morava na parte baixa da cidade. Ele tinha um monte de vidrinhos guardados em várias prateleiras e dizia que eram remédios que serviam para todos os males. Meu pai brincava dizendo que o homem era um curandeiro, mas na verdade ele é botânico. 

– Eu sei onde fica a parte baixa. Já fui lá com Milena. 

– Pois bem, fui em busca do conhecido do meu pai porque achei que ele pudesse me ajudar com um sonífero e encontrei a vendinha fechada. Chamei um tempão e não apareceu ninguém até que... 

– Até o quê? Perguntou a princesa visivelmente mais ansiosa do que de costume. 

– A filha do homem, do tal botânico, surgiu por uma porta lateral, muito amedrontada. Dava para perceber que ela estava apavorada com a minha presença, então fui falando com calma e explicando quem eu era até conseguir que ela confiasse em mim. Foi aí que ela me contou que o nome do pai dela é Tomás e que a mulher dele, ou seja, a mãe dela morreu de desgosto depois que o marido foi trancafiado aqui no castelo, na masmorra. 

– Trancafiado? Como assim? Aqui tem uma masmorra? 

Milena se adiantou: 

– Zelda, aqui no castelo tem uma prisão subterrânea, a gente chama de masmorra. 

A garota pôs a mão na boca com medo de chamar a atenção de alguém que pudesse estar passando pelo corredor. 

– Uma masmorra? Que coisa horrorosa. 

– Lembre-se que esse castelo é muito antigo e isso era comum no passado – disse Pierre. 

– Então é verdade! Tem um homem preso na masmorra... E ela disse por que o pai dela foi preso? 

– Aí é que está. Ela não sabe ao certo. A única coisa que ouviu a mãe dizer no leito de morte é que o marido sabia de um segredo muito importante, que interessava diretamente ao Olix, só que ele nunca contou exatamente qual segredo seria esse. Outra coisa que ela disse é que logo após a prisão do velho, alguns soldados apareceram por lá comandados por Lucius e levaram todo o estoque das ervas e os vidrinhos com os remédios que o pai dela tinha guardado. 

– E quem é esse Lucius? 

– É um cara que faz tudo o que o Olix manda. 

– Pierre, isso é muito estranho. 

– Muito estranho mesmo, concordou Milena. 

– Precisamos descobrir por que o Olix prendeu esse Tomás e que segredo é esse que o homem sabe. Com certeza deve ser alguma coisa que prejudica muito o Olix e se soubermos o que é, pode ser que a gente consiga mandá-lo embora do castelo definitivamente – planejou Zelda. 

– Ah, isso seria um sonho, – disse Milena, interrompendo o silêncio – só assim o Zac teria chance... 

– O Zac teria chance de quê? O que ele tem a ver com essa história? 

A camareira olhou para Pierre e pressionou os lábios, arrependida do que disse. 

– Milena, conte a verdade de uma vez por todas, a Zelda precisa saber. 

– O que eu não estou sabendo? – Perguntou contrariada. 

– Não queria que você ficasse ainda mais preocupada... achei que você poderia desistir da posse... 

– Preocupada eu vou ficar se você não me contar o que está acontecendo. Aliás, deve ser por isso que você estava chorando naquele dia, não é? 

– Era por isso mesmo... é que... eu tenho medo. 

Milena encheu os olhos de lágrimas e Pierre decidiu falar por ela. 

– O Zacrom também está preso na masmorra. 

Zelda fitou-o perplexa. 

– Por que eu não soube disso? 

Foi Milena quem respondeu: 

– O Olix mandou prender o Zac e quando eu fiquei sabendo, não consegui pensar em mais nada. Fui falar com o comandante e pedir para soltá-lo, mas eu só piorei as coisas. Olix disse que se alguém ficasse sabendo do que tinha acontecido, ele mandaria matar o Zac sem dó nem piedade. Você sabe o quanto ele é mau e tenho certeza que não pensaria duas vezes. Foi por isso que não te contei nada, com medo que ele se vingasse do meu namorado, entende? 

– Mas quando foi que isso aconteceu? 

Pierre atalhou. 

– Foi um pouco antes da sua vinda para Constantyna. Como prometeu para o Olix, a Milena não contou a ninguém, mas eu desconfiei porque o soldado da guarda que pega o carrinho com as refeições na cozinha e leva para o refeitório das sentinelas, disse que eu precisava aumentar o número de bandejas. Falei que já enviava duas a mais, todos os dias por decisão da Nádia, porque ela disse que era para o caso de algum soldado estar com muita fome, então ele respondeu que precisavam de mais uma refeição. Ou seja, eu teria que fornecer três bandejas a mais. Foi quando deduzi que da minha cozinha saía a comida não somente para os soldados, como também para algum prisioneiro. Agora, com a informação da filha de Tomás, tudo faz sentido. 

– Então, temos Zac e Tomás presos na masmorra? 

– Tudo leva a crer que sim, Zelda. 

– Desculpe, Milena. Mas por que o Zacrom foi preso? 

– Aí é que está, Zelda, ninguém sabe o motivo. Eu mesma só soube da prisão quando a mãe dele telefonou contando que alguns soldados estiveram na casa dela e o levaram sem dizer nada. 

– Precisamos saber por que Olix mandou prender os dois... 

– Pois é, precisamos, o Zacrom é um cara muito bacana, ele não fez nada de ruim a ninguém. Quando não estava trabalhando como mensageiro, ficava cuidando da horta. Ele adora mexer com as plantas. 

– Bingo! – Zelda disse imediatamente. 

– Por que você disse isso? 

– Simples, meu caro Pierre. Tomás e Zacrom têm um ponto em comum: ambos gostam de lidar com plantas e ervas. Ou seja, de alguma maneira Olix precisa ter os dois sob seu comando. Só precisamos saber por que. 

– Zelda, você é incrível! – Admirou-se Milena. 

A garota sorriu pela primeira vez desde há algum tempo. 

– Bem, voltemos ao ponto inicial. Ainda precisamos do sonífero – disse Pierre. 

– Claro que sim. Agora mais do que nunca! 

– Espera aí, eu tenho uma ideia – atalhou Milena: 

– Não é você quem arruma as bandejas com as comidas dos soldados? Aí é que poderia entrar o tal sonífero... O que acha? 

– Não sei como não pensei nisso. Só preciso comprar o remédio o quanto antes e sem levantar suspeitas. 

– Eu posso ajudar. – Disse Milena cada vez mais empolgada. – Amanhã é o meu dia de folga e irei de trem até a província vizinha. Lá, eu compro o sonífero. 

Tudo parecia se encaixar. 

– Fechado. Você compra o remédio e eu darei um jeito de que seja útil. Enquanto isso, Zelda, você não pode sair da suíte por nada desse mundo. E só abra a porta para quem se identificar. 

– Pode deixar! 

A preocupação com sua segurança fez Zelda sentir-se mais animada porque pela primeira vez teve certeza de que estava cercada por novos amigos. Isso, no entanto, não amenizava o fato de ter que permanecer trancada no quarto durante horas seguidas..."

[...] Continua no livro Lua Azul e a Luta Contra o Medo.

E é isso aí. Muito bacana, não é mesmo? Espero que tenham gostado e que esse capítulo tenha despertado o interesse de vocês para conhecer melhor a trilogia "Lua Azul". Estou ansiosíssima para conferir o livro na íntegra. Para saber mais sobre Leca Haine e suas obras, acesse o website da autora e sua página no facebook. Beijinhos!


24 comentários:

  1. Oi, Thami!
    Gente, que brasão lindo *o* Eu sou apaixonada por brasões!
    Desejo muito sucesso a autora!
    Beijos
    Balaio de Babados
    Sorteio Literário de Carnaval
    Sorteio Três Anos de Historiar

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    1. Ficou bonito, né? Eu também amei. ❤

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    2. Também adorei o brasão!!!! É de Constantyna, um reino da terra paralela que tem tudo a ver com a vida da nossa heroína nascida no interior de São Paulo. Qualquer um de nós poderia estar no lugar dela! Obrigada, Luiza!

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  2. Oie, onde conseguimos comprar a.passagem pra ir à Fortaleza mesmo??? Hsusus super curiosa para ler o resto do livro.
    Beijinhos Thamy e Leca

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    1. Ahhhhh, Ana! Que sonho, hahaha.
      Também estou muito curiosa.
      Beijocas

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    2. Ah!!! Fortaleza é pertinho... depois teremos lançamento em Brasília/DF, mas estamos preparando um super combo para que mora um pouquinho mais longe nesse lindo Brasil e quiser adquirir pelo correio. Amo todas as nossas cidades e só encontro carinho e amizade em todas elas. Obrigada, Ana!

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  3. O livro parece incrível. Adorei essa capa. Amo fantasia e sou meio que viciada em livros infanto-juvenis hehe
    Já quero saber sua opinião

    Vidas em Preto e Branco

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    1. Acho que você iria adorar conhecer essa série, Lary.

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    2. A Tah vai ser a primeira pessoa a receber o livro novinho, cheirando a novo... e vai contar tudinho sobre o que achou para vocês. Obrigada por essa linda parceria, querida amiga.

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    3. Nossa, eu é que devo agradecer, Leca. ♥

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  4. Nossa que legal não conhecia a autora nem seus escritos. Fico muito feliz ao ver mais uma autora nacional conquistando seu 'espaço ao Sol'. Desejo muito sucesso a ela e a vcs nessa parceria.
    Beijos

    Leituras, vida e paixões!!!

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    1. Também fico, Aline. E me sinto radiante por poder ajudar um pouquinho na divulgação do trabalho da Leca.
      Beijos

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    2. Obrigada, Aline. Fiquei muito feliz com o seu comentário!!!

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  5. Oi Thami! Em primeiro lugar, eu preciso dizer que desde que comecei a ver os seus vídeos no YouTube, eu ouço a sua voz enquanto leio os post <3
    Que bacana esse tipo de parceria que você fez com a autora. Desejo muito sucesso para ela na Bienal de Fortaleza!

    beijos
    Psicose da Nina | Instagram

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    1. Oi, Nina!
      Ahhhhh que linda, hihi. ♥
      Sim! Uma das coisas mais bacanas que consegui com o blog, conhecer a Leca e fazer parceria com ela.
      Beijocas

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    2. Obrigada Nina!
      . Vamos lá ver a recepção dos leitores, que tenho certeza são muito amáveis como todos os públicos que já visitei. Estou entusiasmada em poder divulgar o meu trablaho também no Nordeste. Beijos

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  6. Olá,
    Menina, sou apaixonada por fantasia e fiquei mega curiosa para saber mais sobre o livro.
    Uma pena que ela irá lançar tão longe né rsrs
    Ela disponibilizar esse capítulo só nos deixa mais ansiosos.
    Mal posso esperar para ler o primeiro e acompanhar esse segundo.

    LEITURA DESCONTROLADA

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    1. Oi, Michele!
      Puxa, que bom saber disso. O objetivo da postagem é exatamente esse! ♥
      Beijos

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    2. Oi Michele, também amo fantasia e espero que você curta o meu jeito de escrever sobre um mundo fantástico, cheio de emoção e aventura, mas nada assustador. É um mundo fofinho... queria muito morar lá também junto com a Zelda, mas antes é preciso tirar um super vilão do caminho... vai lá Zelda, manda ver!

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  7. Olá que novidade bacana, adorei a dica!
    O livro parece ser muito bom.

    Abraços

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    1. Muita ação e aventura num mundo paralelo. Imagine o quanto será complicado para a Zelda, uma menina comum e sem a mínima ideia de que teria uma missão a cumprir num lugar que nem sabia existir. Obrigada Literaleitura!

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  8. Olá Thamiris, gostei de conhecer um pouco sobre LUA AZUL E A LUTA CONTRA O MEDO, a proposta é interessante e esse pequeno trecho da uma dimensão da história do livro. Bjkas

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    1. Tenho certeza que você vai adorar a aventura da Zelda numa terra tão distante da nossa e ao mesmo tempo tão parecida... mil surpresas! beijos Dani

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