quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

O que der na telha - com DeCastro #30


Um faquir tariqa atravessa a rua, um tanto quanto desajeitado e calado. Caminha com passos largos e precisos, deixando sua roupa balouçar com a brisa úmida que seguiu a chuva forte. O vento pressagia mais chuva vindoura. A touca alaranjada, de um colorido desgastado, que enreda a cabeça do faquir, confere-lhe a gravidade apropriada. Ele traz consigo dois livros de aritmética, um Averróis e dois pequenos sacos de alcaçuz coloridos. Caminha rápido e ensimesmado. Vicente saúda-o, borracho, caminhando pela calçada, acotovelando-se aos transeuntes, com a lua refulgindo no céu íngreme, ao sair do Madame Bovary. O asceta segue caminhando, com seu distinto calcorrear, sem dar atenção ao cumprimento de Vicente, e entra numa casa simplória. A luz sobre o umbral se apaga, ao fechar a porta. Uma poalha cobria o umbral, aquecida pela lâmpada que clareava o caminho. Vicente quase não dormia. Aproveitava as noites para acompanhar as estrelas que singrarem o céu, após sair para beber fora. Ou, então, detinha-se em seus croquis, sempre sobre uma forte luz artificial que inundava todo seu ateliê, acompanhado, naturalmente, por um carbenet, ou um vinho do porto. Quando não, ocupava-se com seus estudos em cultura Maori e nas leituras de Baudelaire e Huysmans, sem contar no seu interesse crescente pela Cabala, o Zohar, a Torá, e em todo o esoterismo cristão medieval. 

O prédio em que morava era baixo, de quatro andares, velho, suburbano, limpo e com boa iluminação. O hall, vazio e arejado, era mobiliado com apenas uma pequena tapeçaria indiana, um abajur longo com motivos verde-malva, e alguns quadros, que estavam ali com o propósito de cobrir as paredes rachadas e descascadas, uma otomana, uma pequena mesa de mogno com os pés carcomido de cupim e alguns jornais e revistas de moda empoeirados. O edifício Joanna D’arc era mal afamado, pois era reduto de prostitutas e esconjurados religiosos. O lugar era frequentado por escórias da sociedade. As putas, viviam do prazer carnal, imediato e profano, enquanto os místicos, renunciavam o mundo posto para aguardarem propostas outras, noutros lugares, propostas mais lucrativas e vantajosas. Vendiam seus corpos físicos e mortais em troca de corpos espirituais e eternos. As escadarias e corredores, diferentemente dos apartamentos e do hall, eram estreitos e escuros, mas como todo o resto, limpo e acarpetado. 

No andar em que morava, Vicente, ao subir o último patamar, sentiu um cheiro forte e familiar. Enquanto ia na direção da porta, procurando as chaves no bolso da calça surrada, um rastro de perfume entrava pelo nariz aquilino e enchia seu pulmão de um inebriante aroma adocicado. Uma luz surgia por baixo da sua porta e, ao conferir, Vicente percebeu que a porta estava apenas encostada. 

- Amor, que bom te encontrar aqui. Senti teu perfume já no corredor- e suas últimas palavras calaram-se nos lábios de Ferdinando, ao passo que Ferdinando, ao receber os lábios de Vicente nos seus, sentiu o gosto ainda vivo de vodka, limão e vômito. - Venha ver no que estou trabalhando, comecei hoje pela manhã. 

Um tecido, que outrora fora de um branco límpido e agora não passava de um trapo multicolorido, cobria parcialmente a tela. A aquarela com cores ainda incertas se mostrava uma obra promissora. Vicente era uma espécie de rei Midras da arte. Desde sua demorada ascensão na pintura, vivia celebrado por todos em cada novo trabalho. As galerias exaltavam-no. Uma pequena fama internacional despontava, ainda que tímida, mas crescente. Tamanho foi o assombro de Ferdinando ao perceber que, enquanto o tecido era deslizado do cavalete, seu próprio corpo, porém em proporções desmesuradas e um tanto quanto mais prestimoso, estava ali, numa paisagem pré-criação, desnudo, incorporado num deus ctónico. Seu cenho endureceu, a cor bronzeada que ornava seu rosto, como são a maioria dos espanhóis, foi perdendo o vigor; os ombros largos e musculosos se contraíram, tornando as omoplatas dois pequenos tocos de assas. O peito, que tanto agasalhou a cabeça de Vicente, afundara no tórax, deixando um coração a martelar forte.

- Não está ficando bom? O que acha disso? - Dizia Vicente, apontando para um esfumaçado de fundo, que cobria o horizonte e lhe tornava surreal, ainda que meramente memorável e relacional a algumas imagens campesinas que ambos exploraram na Itália, quando passavam o verão. - Só foi possível fazer desse modo com a técnica que desenvolvi estudando alguns esboços do Paulus Petrus Rubens. Ele não é incrível? Lembro o quanto te tocou o trabalho dele quando visitamos a Santa Croce in Gerusalemme. 

- Sim, ele é mesmo inesquecível. Senti meu corpo todo estremecer. Talvez tenha sido por ver, depois de um tempo razoável, alguma coisa que me recordava a Espanha. Mas eu vim até aqui para outra coisa, Vicente.

- Deixe disso. Já foste mais sensível a arte e menos nostálgico. - Falou, abrindo a janela, deixando uma brisa entrar, alvoraçando os cabelos escuros de Ferdinando. Uma luz amarela-fuliginosa inunda o ateliê. Logo todo o ambiente estava banhado pela luz, exceto por um resíduo negro de baixo dos olhos de Ferdinando, que punha feiura no seu rosto quadrado, de maxilar largo e firme.

- Vicente...

- Olhe. Chegou meus pincéis de pelos de coelho. - E erguia quatro pincéis, para depois coloca-los numa banqueta, junto com os frascos de terebintina e as aquarelas de cores novas e vivas. 

A luz que invadia o ateliê metia os quadros, croquis, cavaletes, as tintas e os pincéis, os livros e toda a parafernália, além da sujeira habitual, todas as coisas numa clareza que saltava aos olhos. Pela primeira vez Ferdinando percebeu as dimensões do lugar, seus cantos, as tintas viradas, os copos bolorentos de resto de vinho, as garrafas vazias, as palhetas de cores lançadas ao léu, os tons emporcalhados e embevecidos de toda uma verve, de energia; o lugar todo era de uma embriaguez excruciante e poética. 

- Vou abrir um vinho para nós. - Foi a adega, escolheu um Porto Ruby, lavou duas taças, trouxe o saca-rolhas e estendeu as peças para Ferdinando abrir e servi-los. - Gosto do frutado desse vinho. Ele ainda conserva suas características iniciais por muito tempo. – Os dedos calejados enlaçaram a taça que se chocaram, saudando o amor entre eles. - Saúde.

- Saúde. – Numa fala flexível e nervosa, Ferdinando tenta mais uma vez entabular uma conversa, depois de ter dado um longo gole - Vi...

- Espere, apenas quero te mostrar mais uma coisa. Esta será a última, garanto.

Era um subúrbio, torpe e nauseabundo, com as ruas cheias de ratos enormes, crianças magricelas e doentes. Um bichano com sarna descansava em um muro baixo, às sombras de um pequeno arbusto, que nascia junto a calçada entulhada de lixo. No meio da cenografia degradante, com um sol amarelo-alaranjado transbordante, um homenzarrão sem suíças, feito Ferdinando, com o rosto completamente escanhoado, mas de aparência simples, com ares de sábio, ou de poeta louco, usando chapéu de palas largas e moles enterrado na cabeça ossuda, tinha um par de olhos fundos e sonhadores, retino numa áurea sacrossanta, divinatória e salvífica, mantinha-se pensativo, meio sonâmbulo, chupando uma laranja murcha e quase podre.

- Incrível. Maravilhoso. Comovente. Esse quadro é o que tinhas começado no verão passado? - Perguntou Ferdinando, numa comoção íntima.

- Sim, é aquele mesmo. Quando sai, enquanto tu estavas com febre, de cama, encontrei esse bairro. Ficava tão longe de onde estávamos. Eu precisava caminhar, pois estava me sentindo mau, - o ar de lá me fazia um bem danado - e como fiquei todo aquele tempo enfurnado no quarto, até que tu apresentasse sinais de melhora, me senti adoecer, aos poucos. Mas aí fui caminhando, vagando, para ser mais justo ao termo, e encontrei uma feirinha local, que vendia artesanatos e bugigangas.

- Vicente...

- Ah, sim. Tu tinhas algo para me falar e desde o começo te interrompi, amor. Podes falar, querido. Mas antes deixe-me fechar a janela, pois está ficando frio aqui. - Com o tronco para fora da janela, tentando pegar uma das abas, Vicente vê uma turba de bêbados que agitavam algumas prostitutas que se colocavam tranquilamente ao pé de um velho sicômoro para fumarem kief tentando arrancar delas alguns beijos forçados. - Seus vagabundos, deixem-nas em paz. Bêbados ordinários. - E voltando-se para Ferdinando pediu que esse falasse, finalmente, o que queria desde quando chegou.

- Vicente... – os olhos de Ferdinando contemplavam irrequietos o chão. Quando os levantou, eles tinham se tornado encavados e opacos. Seus lábios volumosos ficaram frios e tremiam, emitindo sons que nada significavam. Sentiu um colar tomar-lhe por inteiro, e uma força vindo de suas vísceras. Quando veio, foi rápido e implacável - Voltarei para a Espanha.

- Ah, sim. Irás pela agência, suponho. Em quanto tempo tu retornarás? Dois, três meses? Um pouco mais, talvez? Aguardo por ti. Aproveitarei para pintar e continuar meus estudos. Decidi por estudar Gustave Doré, Felicien Rops, Henri Monnier e Gavarni, sendo esse último o de minha predileção. Brigitte prefere o Rops, deve ser pelo tema, mas Gavarni é incomparável.

- Tu não estás compreendendo direito. Não vou para a Espanha por conta da agência, não é por isso. - Respondeu Ferdinando, em um tom mais leve, porém ainda indevassável.

- Tua mãe piorou de saúde? Porque não me disse logo, querido. Leve dinheiro para o tratamento dela. - Dizia Vicente, pegando um maço de notas e entregando, junto com um livro, a Ferdinando. - Leve também esse florilégio que havia prometido a ela, e diga-lhe que estou com saudades dela. E que faço votos para que se recupere rápido.

- Não, Vicente, tu não entendo direito. Minha mãe está ótima, eu não vou a trabalho, apenas não quero mais você, não quero mais nós. Cansei disso tudo. Não te amo mais. Na verdade, acho que nunca o amei. Sempre te quis bem, mas não o amei. - Disse Ferdinando, com uma voz grave e gestos enérgicos. Um furor despontava em seu rosto. O pretume debaixo dos seus olhos ficaram ainda mais escuros e feios. Com a boca esgazeada, Vicente deixou-se tombar no catre. 

- Não faça isso. Não me deixe. Não me abandone, insista mais um pouco. Eu te amo, Ferdinando. Eu te amo e quero viver contigo os instantes eternos que ainda não vivemos, é disso que preciso. - Sentia sua alma atormentada gritar como uma das ilustrações de Doré. Sua testa e mãos suavam, seus pés tornavam-se gelos e enrijecidos. A camisa larga logo mostrava manchas de suor. - É aquele tocador de monocórdio? Pensa que não vi os olhares trocados ontem, hein? Pois fique tu sabendo que sim, eu vi. - E tateava um bidê a procura do isqueiro. - Eu os vi. Não tiveram pudor algum. Bem na minha frente. Na frente dos meus olhos. - Achou o isqueiro e, com muito custo, acendeu um Marlboro. Dupré, o gato cinza-claro, subia no colo de Vicente. Nervosamente, Vicente coloca Dupré ao lado, levanta-se, termina o cigarro e vai na direção de Ferdinando, com a mão erguida. - Eu os vi, seu cretino. É ele, não é? É o cara do monocórdio. Tu o currou, foi isso? - E se aproximou raivosamente, serpenteando por entre os quadros e cavaletes, na direção de Ferdinando.

- Não é nada disso, tu estás enlouquecendo, Vicente - E conseguiu segurar o vergasto braço que se aproximava de seu rosto num soco. Em seguida, com o outro punho, mais uma tentativa de esbofeteá-lo, que, como o outro, parou nas firmes mãos do espanhol. Olharam-se nos olhos, e os olhos se falavam. Havia ali uma linguagem própria, sutil; os de Vicente pediam misericórdia, compaixão, complacência. Pediam para que ele ficasse consigo, ainda que não o amasse. Os de Ferdinando, por sua vez, eram rudes e misteriosos, mas conservavam um ar de alívio por finalmente estar dando cabo de algo que vinha remoendo a tempos. Ainda continha um ar evangélico, de gratidão por tudo, pelo amor incondicional que recebera, pelo incomensurável afeto e dedicação, mas tudo feneceu. Apenas o amor por Vicente não morreu em Ferdinando. E não morreu pois Ferdinando nunca havia de fato amado Vicente. De repente, Ferdinando diminui o espaço entre os dois, e seus lábios selam, com os de Vicente, num urrante ardor. Vicente se debate, convulsivo, querendo se soltar e esmurrar todo seu amante, mas o outro o debela, com vigor, e lança o artista de encontro a suas obras, confundindo artista e obra em um emaranhado de madeiras, tecido e tintas. Estatelado no chão, sentindo fortes dores na cabeça e nas pernas, Vicente reúne forças para gritar, enquanto Ferdinando veste sua japona e seu boné. - Não se vá. Tu és minha vida. Eu te amo, caralho. - E a porta de fecha, numa batida seca de adeus. ¹

(¹) Capítulo do romance O curioso caso de Brigitte Rosenstock, DeCastro.


16 comentários:

  1. Tenho sorte em ser tua primeira leitora, pq a continuação desse capítulo é excelente. Não vejo a hora do romance sair(e sairá em breve), para todos verem essa obra fantástica!

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    1. Primeira leitora depois de mim mesmo. Também espero jogar no mundo esse filho pródigo que a tanto tempo me atormenta.

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  2. Muito bom o conto... Cada detalhe dele são... Não tem palavras para descrever tal obra que encanta quem a lê...

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    1. Oi, Thais.
      Que bom que tu gostou e que deixou aqui tua impressão. Isso é importante para mim e espero que tu continues passando por aqui e deixando teus comentário.

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  3. O tema ainda não me ficou muito claro em minha mente. Mas eu pude perceber os tons de cinismo no personagem Ferdinando, o que filosoficamente me atrai. Ao mesmo tempo, que é evidente uma expressão do "absurdo platônico" que o artista Vicent se contenta ao amar mesmo sem ser correspondido.

    O que é muito presente na nossa sociedade moderna e contemporânea.
    A ideia de que, o que importa é que estou feliz, mesmo se isso causa um desconforto no outrem.
    Curioso...

    Me parece, inclusive, que muitos relacionamentos e casamentos se sustentam a partir desta premissa.
    Gostei muito das referências que colocaste. Além da brincadeira que fizeste com a prostituição carnal e à personificação da religião nos indivíduos.
    Por exemplo, a ideia de vender o corpo pra poder herdar o outro corpo cujo é espiritual. Ou seja, que também é uma espécie de barganha comercial.

    Em geral, mas um texto fantástico e inteligentemente elaborado!
    Parabéns DeCastro.

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    1. Camarada, muito obrigado pela palavras que sempre me caem bem. As análises são precisas, como tantas outras que aqui nos deixaste. Sobre o tema obscuro, creio que muito se deve por esse texto um recorte de algo maior, de um romance que, espero muito, tu venha a ler. Quiçá lá seja sanado tuas dúvidas. Continue passando por aqui e deixando tuas impresões.

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  4. Fernanda Cizescki3 de fev de 2017 13:45:00

    A visceralidade que perpassa teus textos é sempre admirável. Ressalto, principalmente, a forma pela qual o grotesco surge para provocar uma quebra exatamente no momento em que se esperaria um curso "feliz".

    Neste excerto, em específico, o grotesco se insinua em meio às descrições, sempre à espreita, esperando o momento de reafirmar sua presença. Somos capturados pela crueza e deixados a sós com ela...

    E quem já te lê há um tempo, sabe: depois que ele aparece, não há mais saída.

    Excelente!

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    1. Fer, sempre profunda nas análises. Por mais que eu tente escrever sobre a beleza das coisas, sobre a grandeza dos seres, a nobreza, nada disso sai verdadeiro de mim; nada é tão real e tocante quando olhar para a vileza, para as entranhas, para o grotesco que se insinua em tudo e que atravessa a todos, portanto o texto sai assim, arrebatado, pungido e provocante. Espero ver por aqui outras vezes tuas impressões, pois elas são importante.
      Beijos

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  5. A forma como você conduz a história, os detalhes, a ambientação, a maneira como você retrata o relacionamento, tudo deixa com um gostinho de quero mais.
    Parabéns pelo texto!

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    1. Olá, Aline, que bom que gostou. O gostinho de quero mais pode ser sanado se tu acompanhar, quinzenalmente, a coluna. Espero-te mais por aqui, deixando, sempre que quiseres, tuas impressões registradas. Obrigado pelas palavras de carinho. Beijos.

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  6. Olá Filipe, acho muito interessante com a sua criatividade de manipular os personagens e o uso de palavras peculiares, deixa o texto enriquecido. Abs

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    1. Olá, Danielle.
      que bom que tu gostou, e suas palavras são agradáveis de ler. Espero ver por aqui teus comentários mais vezes. Beijos

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    2. Sandra Regina Lodetti7 de fev de 2017 20:53:00

      Parabéns!! Filipe, pela profundidade do texto, consegues de fato personificar nossas mazelas de forma admirável.
      Consegui visualizar as cenas e o ambiente, tal a riqueza de detalhes e referências.
      Abraços!

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    3. Tal fala, vinda da boa poetisa que és, ganha um enorme peso para mim. Fico contente pelo teu comentário e espero ver-te por aqui sempre.
      abraços.

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  7. Olá,
    O texto apresenta uma riqueza de detalhes que nos transporta diretamente ao ambiente onde tudo ocorre sem que seja excessivo.
    Adorei poder acompanhar um de seus textos que, por sinal, é bem desenvolvido.
    Fiquei intrigada por saber que é um trecho de um texto maior e torço para ter a oportunidade de acompanhar.

    LEITURA DESCONTROLADA

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    1. Olá, Michele.
      Obrigado pelas palavras elogiosas. Esse é um capítulo de um romance que será lançado em março/abril e em parceria com o blog estaremos sorteando alguns exemplares. Espero que continues lendo-nos e deixando teus comentários aqui.
      Beijos

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