quinta-feira, 21 de julho de 2016

O que der na telha - com DeCastro #27


"Um ruído metálico soa fracamente no fim da saleta que serve para recepcionar os raros visitantes. Um cabide com duas casacas, uma preta enquanto a outra cinza, e um chapéu de feltro, além de um narguilé vermelho com puzzleres coloridos que formavam uma praia de prado sulina com uma costa longínqua e clara, com pescadores e embarcações precárias, sem contar duas fotografias tiradas na África central nas campanhas que Georges serviu como intérprete em Zâmbia, Níger, Botswana, Mali e Burkina Fasso, compunham o cômodo. O som estridente tira Georges de sua leitura. Georges lia a primeira versão vinda da Fac-símile LTDA de seu quarto romance. Não cria ser tão bom quanto o terceiro que, sem mesmo que o próprio autor contasse com isso, teve sete edições e três excelentes traduções- para o inglês, o alemão e o português-, mas seria, sem dúvida, melhor que seu trabalho debutante.

A campainha toca pela segunda vez. Georges levanta-se de seu soçobramento a contra gosto, com o rosto encarquilhado em rugas, com os sobrolhos caídos pesadamente, os óculos pendurados no cordão, batendo no peito, e atravessa uma espécie de transepto que separa o escritório do hall, do qual ele utiliza como galeria particular onde acumula sobre as paredes rachadas alguns bons quadros de pintores em ascensão. 

- Salve, camarada. Ainda não se vestiu? – disse René

- Não quero ir. Tenho muita coisa a fazer ainda. – respondeu-lhe Georges sacando do bolso do blusão um cigarro. – Chegaram hoje as primeiras provas do O Curioso Caso de Brigitte Rosenstock e ainda não terminei as correções. – terminou de falar, mas o cigarro continuava entre os dedos, de um lado para o outro, com movimentos ora lentos, ora rápidos, mas sempre com muita precisão.

Já acomodados nas poltronas e com seus respectivos cigarros a enfestar o escritório de um denso azul-acinzentado, versam sobre a centésima festa a fantasia que a cidade oferecia. Era tradição. A primeira festa foi oferecida por imigrantes venezianos e desde de lá, exceto nos anos de 1890, 1891 e 1892, quando uma terrível peste pôs fim a vida de 38 crianças, 14 velhas, 16 velhos, 7 gestantes e 30 estivadores, toda a comunidade esperava ansiosamente por esse dia. Era o primeiro ano de Georges por ali. Um morador ilustre como ele era esperado por todos. Mas Georges não estava querendo declinar, embora René faça esforços para dissuadi-lo. 

- Aceita uma bebida?

- Uísque?

- Sim. – e servindo de duas doses em cada copo sorria, pois para Georges o verdadeiro prelúdio é, sem dúvida alguma, quando a bebida toca o fundo o copo.

Alinhavou algumas peças de gamão em formato quincunce e desfez, em seguida. Solveu um bom gole, divertindo-se com o aspecto ovoide da cabeça de René. Os olhos do amigo eram grandes e negros, destituídos de elegância, mas cheios de sordidez. 

- Qual a razão para que não vás a festa? Fantasia? Podes ir de bêbado, aposto que ganharás o concurso de fantasia. – e dizendo isso puseram-se a rir, esganiçadamente.

- Não gosto de lugares assim. E mais, de todo modo, acho cretinice demais para uma única noite. 

Terminando seus drinques, esperaram alguns segundos, fazendo um breve gargarejo e engoliram a bebida. Os olhos de Georges estavam vivos, apesar de vermelhos e quentes. Sua face levemente ruborizada, contrastando com sua mão esbranquiçada e fria- naturalmente a que não estava enluvada.

- Fale mais sobre isso, Georges.

- Com prazer. Veja bem. Amelie, por exemplo, irá?

- Sim.

- E Lolita?

- Também. – falou René, sem nada compreender.

- Ernest e Ana, estarão por lá?

- Naturalmente. – disse René, já consternado. – Mas onde queres chegar, Georges?

- Conhece alguém tão sovina quanto Amelie?

- Não, não conheço.

- Pois bem. Ela irá fantasiada de Sidarta Gautama.

- Humm.

- E Lolita, conhece alguém tão violenta quanto? – disse Georges.

- Claro que não conheço. – um ricto surge no talhado rosto de René. René tenta disfarçar, mas seu cacoete no olho esquerdo entrega-o. Ambos, tanto Georges quanto René sabiam o que aquilo significava. Aquele pseudo sorriso, seguido da piscadela em frenesi, diziam da vez que René, já alto de uísque, cortejou Lolita no Flore e levou um tapa nas fuças. 

- Ela irá de Mahatma Gandhi.

René não respondeu, esperando para saber do que Ernest e Ana iriam fantasiados.

- E Ernest e a Ana, sabe do que vão?

- Não faço ideia.

- Marinheiros.

- Mas eles não são hidrófobos?

- Exatamente. – e terminando de fazer sua breve análise sobre festas a fantasia, rematou. – Vi eles entrando no Dunas, a um quarto de hora, aproximadamente.

Não podia negar que os argumentos eram ótimos, e René não podia refutá-los, de maneira alguma. Deu-se por satisfeito. Pediu outra dose. Georges foi servir. – Com gelo, René? – Duas pedras, por gentileza. – Enquanto ouvia, dali do escritório, os gelos tocando o fundo dos copos e sendo amortecidos pela bebida, começou a se sentir envergonhado, constrangido. Retirou sua peruca loira e sutiã, fez-se mais másculo possível, pois não tinha sentido, como bem lhe mostrou Georges, de ir transvestido de mulher se, ele mesmo, o próprio e inconfundível René, era um sujeitinho misógino e homofóbico."

Por DeCastro.

44 comentários:

  1. Sempre argumentei dessa maneira a não participação minha de festas carnavalescas e era tido como sujeito desviante da cultura nacional. Como se o carnaval tivesse origem brasileira; mas agora, vou sempre mostrar esse conto quando surgir um momento de debate sobre.

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    1. Que bom que conseguiste ver-se no conto. Use sim como referência o quanto quiser e sempre que achares necessário. E passe por aqui sempre que der.

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  2. Olá
    Adorei o conto, ainda mais por poder enxergar perspectivas diferenciadas, e com certeza é um texto muito bem desenvolvido e igualmente criativo. Os argumentos foram ótimos e repletos de ironia. Faz todo o sentido hein?!
    Boas leituras!
    Beijos, Fer
    www.segredosemlivros.com

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    1. Oi, faz mesmo sentido. Obrigado por deixar aqui seu registro. É sempre importante. Continue passando por aqui e deixando suas impressões. Será sempre um prazer por responde-las.
      Beijos, DeCastro

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  3. Respostas
    1. Que bom, Ana. Continue apreciando nosso trabalho. Mas aprecie sem moderação.

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  4. Parabéns pela leveza da escrita, todas as características são descritas de maneira limpa e envolvente. É fácil entrar no ambiente em que envolve a conversa de George e René que descreve a mais pura verdade dos fatos.
    Bjim!
    Tammy

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    1. Obrigado pelas palavras. É bom saber que há pessoas que leem, e leem de modo correto. Continue passando por aqui e deixando, sempre que achar justo, suas impressões sobre os textos.
      Beijocas

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  5. Olá!
    Conto interessante, bem claro e de fácil entendimento. Mas, além do exposto, fico pensando: o ato de se fantasiar é uma forma de poder agir como alguém que gostarias de ser e não é, de poder "agir" de modo que não se costuma; a fantasia às vezes vem a ser isso, uma possibilidade de se "libertar", "atuar". Se visto assim, será que se teria uma interpretação diferente sobre as pessoas mencionadas no conto? Principalmente pelo René, muitos homens se vestem de mulheres no Carnaval e são homofóbicos etc. Então, por que se vestem assim? Não seria, além de um ato um tanto irônico, e de tentar tirar sarro, uma forma de expôr o que geralmente se tem "medo"? A "diversão" seria então um modo de encarar os preconceitos? Não consigo ver um sentido lógico, mas parece-me que as pessoas gostam de se encarar com o que desprezam/tem medo.
    Ou tudo não passa de querer chamar a atenção?
    O que achas disso?

    Parabéns pelo conto!

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    1. Sem dúvida, aquilo tudo que colocas em questão é, naturalmente, uma outra face da discussão. Afinal são múltiplas as motivações que fazem alguém usar fantasia. No entanto há tantos modos de ser e de agir que, não poucas vezes, se escolhe/usa uns menos honestos que outros- honestos consigo.
      Sempre que puder e quiser, acompanhe-nos. E deixe suas impressões.

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  6. Olá, tudo bem?
    Achei a escrita um pouco vulga e leve ao mesmo tempo, mas mesmo assim adorei o conto. Os argumentos que você usou para fazer uma crítica bem irônica ficou perfeita. Continue assim e escreva mais, adorei!

    http://desencaixados.blogspot.com.br/

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    1. Oi, tudo bem sim e contigo?
      Obrigado por deixar aqui seu registro. Assino essa coluna quinzenalmente. Então caso queria conhecer mais meu trabalho, passe por aqui sempre que der.

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  7. Ah, que bacana. De vez em quando eu passo por aqui e me deparo com esses contos. Se não me engano, eu já li uns 4 ou 5 e gostei de todos. Percebi aqui uma pegada irônica e achei bem construído. Espero poder acompanhar outros :)

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    1. Olá. Continue nos frequentando. Tenho certeza que irás se surpreender muito ainda.
      Tem sim uma ironia e crítica, como bem observastes. Sempre que der deixe aqui suas impressões, isto é-nos importante.

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  8. O que chamou minha atenção além do texto muito bem escrito e com algumas referências foi a hipocrisia dos personagens, mais especificamente do René. É interessante ver como no final nos é revelado o que ele é. Acho que essa questão da fantasia nada mais é do que a representatividade do que são realmente os personagens por dentro. Não sei se você me entende? rs
    Enfim, parabéns pelo ótimo texto.

    Beijos

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    1. Entendo sim e fizeste a leitura correta. É isto mesmo: trata-se da hipocrisia das personagens que são, por vezes, arquétipos dos homens.
      Obrigado pelas palavras de carinho. Continue passando por aqui e deixando suas impressões.
      Beijos

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  9. Eu já fui uma pessoa bem crítica em relação ao carnaval. Nunca entendi tanta festa enquanto o país apresentava tantos problemas. Hoje, sou menos chata e acredito que o número e intensidade dos problemas nacionais, são diretamente proporcionais a festa. Adorei o conto!!!
    MEU AMOR PELOS LIVROS
    Beijos

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    1. Também faço algumas ressalvas a respeito de festas que comprometem os cofres públicos. Mas enfim, por mais que seja possível fazer essa leitura ainda tem outra mais no fundo neste conto: pense nos sujeitos que agem diferentemente daquilo que são tão somente para serem aceitos numa determinada convenção.
      Sempre que der passe por aqui e deixe seu comentário, isso é importante para nós.
      Beijos

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  10. Oie, primeiro quero dizer que você tem talento para a escrita é que seu texto foi super fluido e bem construído em cima de assuntos bem polêmicos. E sei toque sarcástico deixou o texto ainda mais interessante.
    Bjs

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    1. Olá, obrigado pelas palavras de carinho e incentivo. Espero que continue nos acompanhando e deixando seus comentários, já que para nós é muito importante.
      Beijos

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  11. Adorei o conto!
    Você escreve muito bem, tem muito talento. Adorei o final, é um assunto bem polêmico, mas foi muito bem construído.
    Parabéns!
    Será que terão mais posts assim?

    Virando Amor

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    1. Olá, Carol. Obrigado pelas palavras de carinho e incentivo. Também acho um assunto polêmico, no entanto é preciso falar sobre.
      Continue acompanhando minha coluna que saem quinzenalmente que terás outros contos desta maneira.

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  12. Olá DeCastro,
    Como sempre, mais um texto extraordinariamente bem escrito.
    Confesso que penso da mesma forma ao não gostar de lugares assim e achar muita cretinice para uma noite. Eu tenho um jeito só meu de pensar que muitos não concordam, entretanto, é inevitável dizer que muitas pessoas podem se fantasiar apenas pelo gosto de não serem elas mesmas por um dia.
    Espero ler muitos e muitos textos seus.
    Beijos,
    Um Oceano de Histórias

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    1. Oi, Bruna.
      Obrigado pelas suas palavras de incentivo e, como sempre, alguns pontos sempre muito bem levantados, com propriedade. Ao que tudo indica sim, verás muitos outros textos meus. Passe sempre que quiser por aqui e deixe suas impressões.
      Beijos

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  13. Oi!
    Parabéns pelo conto, pois é muito bem escrito!
    Nunca gostei de carnaval e não concordo com muitas coisas relacionada à essa festa. Ela tem vários problemas, além é claro das pessoas que se fantasiam de algo para conseguir algo. Mas respeito quem participa e gosta.
    Bjss

    http://umolhardeestrangeiro.blogspot.com.br/

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    1. Olá, Carolina.
      Obrigado pelas palavras. Também acho que há alguns problemas ai- parece-me que nessa época, por exemplo, existe uma permissividade muito maior e que acarreta problemas sérios para os sujeitos e a sociedade.
      Continue nos acompanhando.
      Beijos

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  14. Me senti dentro do diálogo, como se estivesse ouvindo atrás das portas. Parabéns pelo texto, e espero ter oportunidade de ler outros.
    Bjs!

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    1. Sinto que cumpri propósitos quando alguém diz que se viu no texto. Acho isso importante. Assino essa coluna quinzenalmente, então sempre que quiseres podes acompanhar meus textos nessa frequência.
      Beijos

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  15. Oi, Thami. Oi, Filipe. Tudo bem?

    De início eu não tinha compreendido muito bem o objetivo do texto, mas, chegando ao fim do mesmo, pude perceber o quão pertinente ele é.
    Fantasiar-se de algo não significa que você se identifica com aquilo, que você apoia aquilo...veja os saradões que fantasiam-se de gays, mas são os primeiros a tirar sarro e agredir os mesmos, ou as mulheres que fantasiam-se com roupas curtas e chamativas, mas quando veem uma mulher assim na rua são as primeiras a chamá-la de vagabunda para baixo. Por baixo de uma fantasia esconde-se muita hipocrisia!

    Meus parabéns pelo texto, muito inteligente!

    Beijo

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    1. Olá, Tamires. Tudo bem sim e contigo?
      Observaste bem. É bem isso mesmo que acontece. A hipocrisia por vezes toma os sujeitos de tal maneira que os imbeciliza. Sempre que der passe por aqui e deixe seus cometários, isso é importante para nós.
      Beijos

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  16. Oi, tudo bem?
    Nunca tinha parado para analisar festas à fantasia sob essa perspectiva, mas faz totalmente sentido.
    Adorei o conto, e espero ler outros por aqui, pois este me fez refletir bastante.
    Bjs

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    1. Olá, tudo bem sim e tu, como tens passado?
      Sinto-me satisfeito ao saber que fiz refletir. Espero que continue passando por aqui, já que tens interesse em contos assim, assino essa coluna quinzenalmente.
      Beijos

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  17. Olá,eu sou uma pessoa que nunca consegue se sentir completamente satisfeita com um conto,mas o seu foi muito bom, sua escrita é muito boa e além de ser muito culta ao mesmo tempo é leve e de fácil entendimento e trouxe um assunto muito bom e sério e que é pouco falado em um texto pequeno e isso é um talento maravilhoso.
    Espero ler mais contos como esse
    Bjs

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    1. Oi, Gabriela.
      Fico bem em saber que meu conto, de alguma maneira, já que tens, assim como eu, uma inclinação a insatisfação, tocou-te. Espero que continue passando por aqui e deixando teus registros, pois isso é muito importante para nós.
      Beijos

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  18. Gosto muito da maneira que você escreve. Da ambientação com riqueza de detalhes, vocabulário diferenciado e situações inusitadas (como já comentei com você). A ambientação e personagens sempre me lembra o existencialismo como estilo literário e "estilo de vida". E também a geração beat. Particularmente gosto dessa escrita que faz recortes, que deixa aberturas para quem lê, que joga situações e com situações.

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    1. É que escrevo a partir da existência e por isso não podia ser diferente. Uma escrita visceral, firme e honesta. O existencialismo e a geração perdida, além da beat, estão as minhas costas. Obrigado por deixar seu registro, afinal suas palavras, de alguém com um talento incrível, são estimulantes.

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  19. Oiee ^^
    Gostei do texto, acho que ainda não tinha lido nada escrito por você *-* Assim como a Tamiris ali em cima, consegui entender o que você quis transpassar com o texto no final. É incrível como as pessoas gostam de julgar os outros, né? Eu nunca gostei de carnaval, mas acho que as fantasias estão presentes por aí todos os dias, só é difícil de perceber *-*
    MilkMilks ♥
    http://shakedepalavras.blogspot.com.br

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    1. Hay
      este é o vigésimo sétimo conto meu que sai aqui. Atualmente assino essa coluna quinzenal. O que me incomoda não são os julgamentos, de todo modo, mas sim a imparcialidade com que se fala, as motivações e a precipitação com que se faz as sentenças. Espero que passe por aqui mai vezes- quinzenal sai minha coluna- e deixe, sempre que quiser, seu registro.

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  20. Oi,
    Gostei bastante do texto. No inicio fiquei um pouco perdida, mas aí comecei de novo, e foi ai que eu entendi. Parabéns, adorei a mensagem.

    P.S. Quando estava lendo, me senti na conversa junto com os personagens. E isso é raro de acontecer comigo e uma leitura.

    Beijos e Abraços, Enjoy Books

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    1. Olá
      Que bom que gostou e é louvável assumir que precisou ler mais de uma vez para entender- e mais louvável ainda o fato de ter retornado a leitura a propósito de compreender o texto. Fico muitíssimo satisfeito ao saber que meus leitores conseguem fazer parte da história, de algum modo. Obrigado pelas palavras de carinho e sempre que der, deixe por aqui seu comentário, isso é importante para nós.
      Beijos

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  21. Amei sua escrita, trazendo um tema tão bem discutido na sociedade de maneira leve e argumentativa, consegui me envolver com a história, parabéns! Li alguns comentários anteriores e concordo com você de que algumas obras podem sim deixar pontas soltas ou confusões, para o leitor tirar sua própria conclusão

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  22. Hi baby, tudo bem? adorei seu texto, sua escrita é sofisticada e fluida ao mesmo tempo, gostei bastante do seu blog também, principalmente por você dedicar um espaço para publicar seus textos, achei maravilhoso! também sou estudante de Letras <3 já estou seguindo seu blog amore, poderia seguir o meu também? hehe

    Lilian Valentim
    http://speakcinema.blogspot.com.br/
    beijinhos

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  23. Crítica irônica? Adorei demais hahaha A escrita está jovial, fluida e de fácil entendimento. Primeira vez que vejo isso em blog e achei super bacana <3
    Beijos,
    diariasleituras.blogspot.com

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  24. Olá, tudo bem?
    Primeiramente meus parabéns pela escrita! eu adorei o texto e poderia ler por horas e horas com essa escrita leve e contagiante. Espero ver mais textos por aqui assim porque amei!

    Beijos

    http://www.oteoremadaleitura.com/

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