terça-feira, 10 de novembro de 2015

As Terças Da Nati #16


Com uma bomba de notícias diárias através da televisão ou da internet, sobre animais mortos e animais maltratados, será que ainda é possível que as ONGs e as pessoas que ajudam animais, sejam maiores do que o tráfico de animais, os maus tratos ou ainda a exploração pela carne e pelo couro?

No livro, O Gaúcho, de José de Alencar, mostra claramente o amor de Manuel Canho por seu cavalo, e ainda em alguns trechos ele menciona estar com dó do cavalo do que do homem que ele matou, pois segundo ele, o animal jamais se esqueceria de seu dono. Será que ainda temos muitos “Manueis” por ai.

A indústria cosmética cresce a cada dia mais, e com ela milhares e milhares de animais são mortos por conta de testes feitos neles, sem contar que, podendo não morrer, mas sentem muita dor e até ficam com anomalias. Em 2012, uma jovem britânica arriscou sua vida para fazer os mesmos testes cosméticos que os animais sofrem. Foi pigmentado vários elementos aos seus olhos, seu cabelo foi raspado, obrigaram-na a comer e tudo isso em uma vitrine com uma petição ao lado de fora, para que as pessoas assinassem sendo contra o teste em animais, ou simplesmente deixando aquela cena de filme de “Jogos Mortais” e indo embora para as suas casas com sua consciência pesada.

Como se não bastasse, a caça ilegal também é algo que deve ser debatido seriamente, pois movimenta milhões e milhões de dólares apenas por diversão, como foi o caso do leão Cecil, que morreu em meio a uma “brincadeira” de muito, mas muito mal gosto que pessoas de fora fizeram. Matar animais por diversão é crime! Fico imaginando-me qual é a sensação de prazer inútil que as pessoas têm após terem ferido ou matado um animal que não fez nada a elas, simplesmente existiu.

Animais não devem ser mortos, devem ser amados, respeitados, cuidados cada um em seu ambiente específico, se for um gato de estimação, cuide dele, mas não tire um animal silvestre para cuidar, isso é prejudicial a ele e a você, pois ele pode te atacar.

Na novela global de “Laços de Família” o amor pelos animais, principalmente cavalos, podemos comparar a obra de Alencar. Mas na obra, o amor está muito mais explícito que na novela, apesar de ter muitas cenas em que os atores e atrizes aparecem montados. Mas a pergunta roda e a cabeça agita, o que podemos fazer no dia a dia para que amenizassem esses maus tratos? Se cada um fizer a sua parte no dia a dia, não precisa transformar o mundo todo, mas basta transformar o mundo de um animal.

Por Natália Valvassori.

6 comentários:

  1. Verdade, Nati. Fico indignada com tais situações... eu amo cavalos... eles são tão lindos! Vejo cada cavalo maltratado aqui na minha cidade... fico tão triste...

    Livros terapias / Fan page

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    1. Eu não suporto ver animais maltratados, eu sinto uma dor por eles

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  2. Adorei o texto, não conhecia essa obra do José de Alencar e me interessei bastante por ela. Sou apaixonada por animais e a crueldade com eles não faz sentido algum, fico feliz por hoje existiram maiores barreiras para a utilização deles para testes, mas infelizmente, ainda há muita violência e abandono! É um assunto que sempre deve ser discutido e que gera várias reflexões!
    Beijos,

    Mundo de Leitora

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    1. Muito obrigada pelo seu comentário! Esse livro eu utilizei em um trabalho com a proposta de homem X animal, mas daí era mais focado no livro, que o personagem principal, era apaixonado por cavalos

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  3. Bem que poderíamos ter mais Manueis por aí mesmo, Nati ><
    Belíssima reflexão essa que você nos trouxe, parabéns.

    PS: Nem dou conta de ver as reportagens dos bichinhos na lama, sei que é covardia, que o correto seria tomar alguma atitude, mas se você souber de alguma campanha me avisa? Dá um aperto no peito só de lembrar das matérias com aquela judiação :'(

    Faroeste Manolo
    Página Facebook

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    1. Muito obrigada pelo seu comentário, fiquei feliz que tenha gostado e concordo totalmente com você! Se a vida tivesse mais Manueis, seria tão bela! Eu, particularmente, não vejo nenhum tipo de vídeo que apareça em reportagem ou até esses anônimos mesmo,eu não consigo assistir, eu me sinto mal e me sinto na obrigação de fazer algo, mas no fim não posso fazer muita coisa. O importante é manter o Manuel dentro da gente e fazer a nossa parte, que assim como a formiguinha trabalha de pouco em pouco, se a gente trabalhar de pouco em pouco e todos juntos, conseguiremos um lugar onde os animais sejam respeitados!

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