quarta-feira, 8 de julho de 2015

Resenha: Antígona - Sófocles


Sinopse: Neste livro Antígona, uma das mais memoráveis personagens femininas já criadas, luta sozinha contra um tirano e seus exércitos, abalando todo um governo. Uma das sete peças sobreviventes do grego Sófocles, a tragédia Antígona tem seu lugar reservado entre os clássicos fundamentais da literatura.









Antígona é uma peça de teatro grega. É a continuação da tragédia de Édipo Rei, de Sófocles (Nascimento em 496 a.C e morte em 406 a.C). Não vou mencionar os fatos ocorridos em Édipo Rei, mas acredito que, até mesmo para melhor entendimento, seria indispensável ler Édipo Rei antes de Antígona.

"Eles pensam como eu; mas, para te agradar, silenciam..."

A peça se inicia com uma conversa entre as irmãs Antígona e Ismênia. Antígona revela a Ismênia que Creonte (o atual rei de Tebas) decidiu sepultar somente um dos seus irmãos, o Etéocles. Polinice, o outro irmão, não será sepultado e ficará ao relento, "presa de aves carniceiras". Diante dessa situação, Antígona questiona a irmã sobre tal atitude de Creonte e em meio a revolta na qual se encontra, diz que fará o sepultamento de seu irmão sozinha e com as próprias mãos. Desse ponto em diante, acompanhamos a trajetória de Antígona após seu ato de coragem e as consequências do mesmo.


“Quando os homens perdem a razão de ser de sua alegria, eu suponho que não vivem: são apenas cadáveres animados...”

Garanto que muitos pontos podem ser retirados para reflexão com a leitura desta obra, mas a minha intenção não é fazer uma análise completa. Portanto, vou procurar expor (de modo bem resumido) aquilo que eu percebi com a peça durante a leitura. E em primeiro lugar, gostaria de destacar a personalidade de Antígona. Sem dúvidas, ela possui muita determinação e é uma personagem muito ética. Podemos observar com bastante clareza uma certa rivalidade entre a religião e as leis humanas. Outra coisa que pude perceber também é o papel bastante inferior da mulher naquela época. E além da insensatez dos atos e palavras de Creonte, é possível fazer uma forte conexão com a justiça, pois as ações de Creonte, conforme o que tenta dizer Tirésias e também aos meus olhos, são extremamente injustas e incoerentes.


“Mas o destino é inexorável: nem a tempestade, nem a guerra, nem as muralhas, nem os navios sacudidos pelas ondas, podem dele fugir.” 


Outra coisa que posso destacar refletindo-se na história é o fato de que, o arrependimento de Creonte chegou quando já era tarde. Portanto, é necessário ter muita cautela na hora de tomar decisões. E para finalizar, fiquei satisfeita com o desenvolvimento e o final: Não achei o final completamente justo (por apego, talvez), mas a forma com que a peça termina é muito satisfatória. Indico a leitura para todos aqueles que procuram algo diferente.



2 comentários:

  1. Tha, como sempre suas resenhas são incríveis.
    Quando você comentou sobre esse livro já havia ficado tentada em lê-lo, agora então, nem preciso dizer não é?
    Bem, eu gostei do fato da Antígona ser ética e determinada, são essas características que me atraem em uma pessoa para mantê-la em minha vida, então, devo gostar dela.
    E quero muito saber o final. Vou pesquisar os dois livros e ler o quanto antes.
    Beijos
    http://mileumdiasparaler.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Bru! Muito obrigada. Tomara que você goste da leitura, tenho certeza que, no mínimo, você vai se surpreender.
      Beijão

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