terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Resenha: O Diário de Anne Frank - Por: Otto H. Frank e Mirjam Pressler

Sinopse: "12 de junho de 1942 - 1° de agosto de 1944. Ao longo deste período, a jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de muitos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne inicialmente seguiu para Auschwitz e mais tarde para Bergen-Belsen."








Assuntos referentes à Segunda Guerra sempre me interessaram. Livros relacionados ao assunto, por exemplo, sempre que tenho a oportunidade de lê-los, eu o faço. Eu assisti uma adaptação cinematográfica de “O Diário de Anne Frank” na internet, legendada e com uma imagem não muito agradável e senti que precisava ler o livro. Então eu o fiz.


Anne Frank é uma menina judia, que aos 13 anos, junto com sua família e outras pessoas, foi obrigada a se esconder no sótão de uma casa para não ser capturada ou, de imediato, morta pelos nazistas. O esconderijo é conhecido como “Anexo Secreto” e Anne viveu lá por alguns anos até finalmente ser entregue ao seu injusto destino.

Um clássico! Esse livro é capaz de impressionar qualquer pessoa. Podemos observar claramente a evolução de Anne Frank, tanto física, quanto emocionalmente. A menina ganhou o diário no seu aniversário e desde então não se separou mais dele. E por incrível que pareça, o diário, nomeado “Kitty”, pela própria Anne, tornou-se seu amigo fiel e confidente, aquele em que Anne pôde confiar de olhos fechados até o último instante. Suas críticas e admirações aos companheiros do esconderijo, suas vontades adolescentes, sua vida idealizada e relatos sobre acontecimentos da guerra são características desse livro.

“Ninguém é poupado. Os doentes, os velhos, as crianças, os bebês e as mulheres grávidas – todos são forçados a marchar em direção à morte.” Pág 80

Nessa edição, publicada pela editora Record, há algumas passagens jamais publicadas antes. Também existem algumas imagens dos personagens mencionados e obviamente, da própria Anne Frank. Há uma imagem em especial que demonstra o crescimento de Anne, de maio de 1935 até maio de 1942.

Sobre minhas emoções: Foram muitas. Durante a leitura, eu fiquei imaginando os momentos em que Anne Frank pegava o diário na mão e começava a escrever. Compreendi seus medos, suas crises de raiva, o desespero frequente. Através de suas indicações, tentei imaginar como ela estava se sentindo, algumas vezes pude compreender, outras vezes, certamente não. 

Acredito que esse livro não pode ser classificado como “para adultos” ou “para adolescentes”. Eu acho sinceramente, que qualquer um pode ler, que a intensidade que ele possui pode emocionar e intrigar qualquer faixa etária. As ultimas paginas foram muito difíceis de serem lidas, provocando em mim uma sensação muito incomum, muito forte, muito intensa.


5 comentários:

  1. Essa é uma história emocionante e triste, tanto é que eu chorei lendo o livro algo que é uma raridade vindo de mim. E algo que me impressionou foi o fato da Anne saber escrever tão bem aos 13 anos de idade.
    Bjs e sucesso com o blog!
    http://escritorawhovian.blogspot.com.br/

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    1. Olá!
      Concordo com o que você disse, é uma história emocionante é muito bem escrita.
      Beijo

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  2. Olá Tha,
    Acho esse livro fantástico, sou apaixonada por ele.
    Tenho uma queda por SGM e acho que não poderia ser diferente.
    Eu amei, amei a história.
    Parabéns pela resenha.
    Beijos
    http://mileumdiasparaler.blogspot.com.br/

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  3. Oi Thamiris,
    Pretendo ler O Diário de Anne Frank ainda nesse mês, pq é leitura obrigatório para entendermos melhor as consequencias da Segunda Guerra Mundial.
    Acho q deve ser interessante ver a perspectiva de um evento tão complexo pelo olhar de uma adolescente.
    Tbm já vi alguns comentários q o livro é para todas as idades.
    Abraço,
    Alê
    www.alemdacontracapa.blogspot.com

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