quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Resenha: Quem é você, Alasca? - John Green



Sinopse: Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o "Grande Talvez". Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao "Grande Talvez".







Miles Halter é da Flórida e tem dezesseis anos. Ele vai para uma nova escola - o internato Culver Creek -, pois quer encontrar o seu “Grande Talvez”. Sua vida nunca foi muito emocionante e ele nunca teve muitos amigos. O que Miles mais gosta de fazer é ler biografias e decorar as últimas palavras das pessoas, ou seja, o que elas disseram antes de morrer.

No internato, Miles faz seus primeiros amigos, entre eles, o Coronel, que também é seu colega de quarto. Por meio do Coronel, Miles conhece a complicada, inteligente e encantadora Alasca Young. Assim como na descrição, se as pessoas fossem chuva, Miles seria a garoa e Alasca seria um furacão. 

Muitas aventuras e novas experiências acontecem na vida de Miles, que fora apelidado carinhosa e ironicamente de Gordo, pelo seu amigo Coronel. E Alasca será a porta que levará Miles a encontrar ou não, o seu tão esperando “Grande Talvez”.



Um dos livros mais intensos e reflexivos que eu já li do autor, John Green. Ele é feito de questionamentos e respostas. É praticamente impossível não se pegar refletindo ou ponderando sobre algum tema ou até mesmo, acontecimento. Sempre que leio livros assim, intensos, eu sinto uma força interior que se reproduz em diversas sensações: boas e ruins. Esse livro é incrível. Ele é capaz de mostrar, de forma clara, direta e de impossível discordância, que o ser humano tem de amar os defeitos de uma pessoa, para só então, amar as qualidades dela.

“Chega uma hora em que percebemos que nossos pais não podem salvar a si mesmos nem a nós, que todos os que atravessam as águas do tempo acabam sendo dragados pela ressaca – que, em suma, todos nós vamos.” Pág. 124

Na primeira vez que li, o classifiquei com quatro estrelas e fiquei um pouco decepcionada, somente por conta de um acontecimento na história. Mas, apesar desse pequeno descontentamento, eu sei muito bem analisar se um livro deve ou não ser passado adiante, e “Quem é você, Alasca?” deve, com toda certeza. E mais tarde, pude perceber que a história não seria assim, dessa forma reflexiva, se não possuísse realmente todas as suas características.

Alasca é aquele tipo de personagem que se destaca só no fato de ser observada pelos outros. Ou seja, ela não precisaria falar e já marcaria seus pontos com qualquer leitor. A descrição que Miles faz sobre ela já nos faz perceber claramente como é a sua personalidade. Sobre Miles, em alguns momentos, me incomodei pelo seu modo de pensar, com o seu raciocínio. Mas foi somente isso. Em outras partes o achei muito simpático e real.

“Em algum momento, todos nós olhamos em volta e percebemos que estamos perdidos num labirinto.” Pág. 163

É um livro para rir, se emocionar e se sentir intenso. Você chega até mesmo a pensar em como sair desse labirinto e refletir sobre o Grande Talvez. De uma inteligência indiscutível, John Green sempre sabe o que está fazendo. Ou melhor: Escrevendo.

13 comentários:

  1. Eu ainda li, mas ser parece muito bom. Adore sua resenha!

    http://sobre-tudoum-pouco.blogspot.com/

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  2. Nossa, esse livro me surpreendeu e muito. Como vc mesma falou: é para rir e, principalmente, se emocionar. Meu irmão pegou esse livro para ler e ele ficou totalmente chocado com o "hoje" huahuahuahua

    beijos
    Kel
    www.porumaboaleitura.com.br

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  3. Olha eu gostei bastante desse livro, mas eu ainda prefiro Cidades de Papel rs
    https://www.youtube.com/watch?v=KEMMi7KeBOk&list=UUcsbrzL9CrOPNlqbA7lBy-w

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  4. Eu tô com esse livro emprestado aqui pra ler, mas a fila de livros de parceria tá tão grande que eu nem tenho previsão pra finalizar a leitura desse.

    memorias-de-leitura.blogspot.com

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    1. Ah, que alegria. Espero que isso aconteça comigo um dia, rs.

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  5. Tenho muita curiosidade de ler esse livro. Até o momento, só li dois livros de John Green e por enquanto, Cidades de Papel foi o que me deixou mais reflexiva. Já estou com esse livro na fila para ler, mas acabo adiando por outros. Acho que irei ler esse livro no momento certo, ainda não sei quando, mas lerei.
    Ótima resenha, Thamiris.
    Bjim!
    Tammy
    Livreando

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    1. Oi Tammy,
      Espero que você goste quando ler. É um livro incrível. Ah, eu adoooooooro Cidades de Papel.
      Beijão

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  6. Inteligência indiscutível mesmo, o John Green escreve muito bem!
    O que me decepciona nos livros dele, é que os personagens principais são típicos do Green, sempre no mesmo estilo. Só quem foi diferente, realmente, foi a Hazel Grace.
    Adorei a resenha! Excelente!

    BeijosThamiris,
    http://malaguetaadocicada.blogspot.com.br/

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    1. Eu percebo que seus personagens principais tem estilos diferentes, mas não consigo ver isso como uma decepção, pois adoro cada um <3
      Muito obrigada pela visita!
      Beijos.

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  7. Olá Thamiris,
    John Green é muito inteligente e intenso.
    Infelizmente, ainda não li esse livro do John, mas não por falta de vontade viu? rs
    Pelo que pude ver, todos os livros do John nos leva em uma busca de algo, aqui temos a busca do "Grande Talvez" e em OTK temos a busca do "Momento Eureca". Gosto de livros baseados no encontro de algo e sua resenha só me deixou ainda mais ansiosa pela leitura. Amei a forma como você escreveu e está tudo perfeito, como sempre.
    Beijos
    http://mileumdiasparaler.blogspot.com.br/

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    1. Oi Bru,
      Muuuito obrigada! Cada comentário seu me deixa muito feliz. Nossa, o que você disse foi muito bem colocado. Green sempre nos mostra o caminho de algo.
      Beijão

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  8. Tem a versão original desse livro, mas é mais difícil do que eu imaginava ler em inglês hehe. Estou bem no início da leitura e confesso que abandonei o livro na estante. Embora eu estivesse gostando, fica muito complicado ler sem entender direito.
    Beijos

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